Por Carolina Vitorino e Priscila Tâmara |
O Palaflou não tem um significado específico e nem é possível encontrá-lo no dicionário, até por ser uma palavra inventada. Vamos à explicação. O Palaflou nada mais é que um projeto idealizado por jovens cariocas, que sentiam falta de um evento diferenciado no Rio de Janeiro, para ir depois da praia. Pois bem, sem nenhuma pretensão, no verão do ano passado, Bruno Americano, Duda Pedreira, Gabriel Cabral e Rômulo Cyríaco, se juntaram e resolveram colocar as ideias em prática organizando encontros aos sábados num restaurante tipo PF (prato feito) nos fundos de uma casa em Botafogo.
O projeto deu tão certo, que eles tiveram que mudar para um lugar maior. Lá, foi divido basicamente em ambientes como: galeria de arte, ateliê com jovens pintores, loja com novos estilistas (o que nos chamou atenção), e um pátio aberto onde é possível ter festas ou feiras, além de um café e restaurante que funcionam todos os dias. Eles até frisam, que fazem tudo de forma independente, sem qualquer apoio, somente dos familiares e amigos.
Disso tudo surgiu a Comuna, um espaço múltiplo, comum e aberto, com ideias novas que pudessem atingir públicos diversificados, além dos “amigos e amigos de amigos”. A proposta era tentar fugir das mesmices dos bares existentes no Rio e investir em eventos de caráter cultural, unindo o útil (casa) ao agradável (arte) ou vice e versa.
O evento é realizado aos sábados entre 17h até umas 2h da matina, e é acompanhado de uma boa música com estilos variados, bebidas e lanches com preços que cabem no bolso. Além de ser gratuito, para aqueles que gostam de entrar e sair quando bem entenderem.
A “pós-máquina do tempo” - produtora e laboratória de idéias que gerou o Palaflou - é semelhante a um coletivo, porém não gostam de caracterizá-la no momento como tal, pois ela tem basicamente a função de criação ou mesmo realização de eventos, filmes, exposições, festivais, livros, shows, músicas, fantasias, invasões, ocupações, blocos de carnaval, revistas em quadrinho, performances.
Mas o que nos chamou atenção nesse projeto todo, é o espaço dedicado à moda no local. Chamado de “Sala de Estar”, fica sob os cuidados de Bárbara Rosalinski (repórter de estilo), que escolhe trabalhos de jovens estilistas, que em sua maioria nunca tiveram suas peças expostas. O resultado é que esses estilistas criam uma coleção, que é sempre muito pessoal, e as peças são todas exclusivas.
Essa troca de experiências que os coletivos, produtoras, espaços e afins proporcionam é rica, porque para muitos é a chance de comercializarem seus trabalhos pela primeira vez. Além disso, a oportunidade de exporem seus trabalhos tal como eles foram concebidos, sem interferências de cunho comercial, o que é o desejo de qualquer um que trabalhe com criação. E não sejamos hipócritas ao falar que só expor o seu trabalho basta! Todo mundo quer vender, todo mundo que produz arte quer viver da sua arte.
Que venham então mais espaços como esse, já que a coletividade é a essência da sociedade.
Assistam ao vídeo para entender melhor como funciona o Palaflou:
Carolina Vitorino cursou Produção de Vestuário e atualmente se aprofunda em Modelagem. Priscila Tâmara estuda e trabalha com Modelagem Geométrica e cursou Merchandising p/ Varejo de Moda.


