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As artes de Fabrício Urbaneja na exposição "Sobre Caminhos"

Auto retrato de Fabrício Urbaneja
Quando nos deparamos com peças de artes prontas, um novo artista surgindo ou mesmo uma exposição, o imaginário coletivo nos remete a alguém que nasceu capaz de criar todo aquele material. E parte disso vem do papo de que Picasso já desenhava pombas perfeitamente aos 5 anos de idade.


Pois bem, é fato que uma pequena parcela da população nasce dominando as artes e diversas técnicas de maneira nata. Mas a grande maioria está em constante aprimoramento, estudo, pesquisa e, claro, testando. É justamente esse o caso do Fabrício Urbaneja.

Natural de São Caetano do Sul, Urbaneja é formado em Filosofia pela Unicamp e estudou desenho, pintura, gravura, modelagem, encadernação e ilustração digital. Seu interesse por processos de criação e expressionismo o levaram à busca contínua por novas plataformas, suportes e diferentes materiais para desenvolver seu estilo,

Parte delas, inclusive, está aberta ao público na exposição individual Sobre Caminhos até 30 de agosto, no Conjunto Nacional. Vale dizer que a entrada é free. Abaixo, uma pequena amostra da mostra (eu sempre quis dizer isso).

Exposição Sobre Caminhos
De 17 a 30 de agosto, das 7h às 22h
Conjunto Nacional
Avenida Paulista, 2073 - Galeria com saída para Rua Augusta - São Paulo
Entrada gratuita







Elsa Villon é colaboradora do Pastilhas Coloridas, jornalista e fotógrafa viciada em café, cinéfila, adora Beatles e cheiro de pão saindo do forno. Twitter: @elsavillon
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Os retratos pixelizados tecidos a mão de Catherine Tipping


'Borrarando' as linhas entre o que está na tela e fora dela, ela usa lã para tecer rostos humanos que são parcialmente pixelizados,como que se fosse obscurecido por Photoshop. Eles são tecidos em uma tela em grade, e não ficam tão diferentes dos pixels que vemos na tela do computador. Ela usa estas semelhanças para fazer uma série intitulada 'Filter', que reflete sobre a identidade e a forma como a tecnologia mudou totalmente a nossa cultura.

Tipping explica o conceito por trás de seu trabalho:

"Eu estava aprendendo sobre o Modernismo e como a tecnologia mudou a sociedade culturalmente naquela época. E vi como a era digital teve um efeito semelhante em nossa cultura. Agora que estamos na segunda década do novo milênio, contamos com a eficiência da tecnologia digital. Recentemente, em alguns nichos da sociedade, parece que há um anseio pelos trabalhos feitos a mão novamente. Talvez agora seja o momento em que os meios digitais e artesanais podem ser combinados e abraçado pela sociedade. Eu vejo esta ponte nos meus processos usando uma imagem digital com todos os seus pixels e a teço a mão.

Estou interessado na identidade cultural em vários níveis; social, sub-cultural e pessoal. Eu gosto de considerar diferentes tradições visuais de diferentes épocas e fatores externos que as moldam."













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