Hoje a noite, no TAPAS Club, vai rolar a festa. Além da apresentação do Lamartino, a discotecagem ficará por conta do impagável João Ciriaco e do lendário MZK. Imperdível.
O Lamartino, por sua vez, com um repertório impecável, promete fazer barulho, mas barulho da melhor qualidade. Com releituras que vão de Bezerra da Silva a The Meters, a banda, que é aqui do ABC, já vem há algum tempo mostrando seu potencial e arrebanhando fãs por onde passa.
Conversei com o Luiz Galvão (Titcha) e ele conta com mais detalhes como tudo começou...
Quando surgiu o Lamartino e qual foi sua ideia inicial?
Desde que terminou o Dona Ialú (grupo de samba rock que participei entre 2004 e 2007) que eu pensava em montar uma banda para fazer umas versões. Inicialmente, o foco seria um repertório brasuca. No final de 2009, o projeto saiu do mundo das idéias. No começo de novembro daquele ano, marquei uma temporada para janeiro de 2010 no Tupinikim Bar, em Santo André. Detalhe: a banda ainda nem existia, não tínhamos repertório definido, os integrantes ainda eram meras especulações, o nome da banda ainda não tinha sido definido... Mas aí corremos atrás do prejuízo e a temporada de janeiro de 2010 foi bem legal.
Ao todo são quantos músicos? (diga o nome dos peão e o que tocam)
Somos em 7 músicos. André Marchiori (voz e percussão), Cox (voz), Willian Aleixo (teclas), eu na guitarra, Henrique Eloi (baixo), Daniel Puertorico (percussão) e Flávio Lazzarin (bateria).
Já vi algumas apresentações de vocês e vi que não se trata apenas de um banda que toca covers. Em relação aos arranjos, qual a principal preocupação, para que o projeto seja diferenciado de uma banda que faz apenas covers?
Basicamente, não nos preocupamos em soar fiéis ao arranjo original. Mas também não nos preocupamos em alterá-lo! (risadas) Pode soar contraditório mas é assim mesmo que funciona. Alguém chega no ensaio propondo alguma música, aí nos prendemos à melodia e à harmonia. Se pintar naturalmente algo do arranjo original, podemos incluí-lo sem problema... Mas na real, acho que inconscientemente encaramos a música como "nossa".
Como é escolhido o repertório?
Tentamos dosar um pouco de cada estilo de música que tocamos e buscamos dar coerência a esta sequência. Quem é bom nisso é o Cox! (risadas)
Quais os planos do Lamartino no momento?
O principal objetivo no momento é o registro de um EP demo. Não temos nenhum registro de áudio decente e sem isto em mãos, é impossível mostrar efetivamente o que é a proposta da banda.
No mais, queremos o que toda banda quer: tocar muito e ter um tratamento digno e honesto por parte dos contratantes.
Obrigado pela força! Nos vemos nesta sexta no Tapas Club!
Abraços.