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O lançamento em vinil da coletânea Cão Faminto

Calixto, Titcha, Fumaça, Cox, Marcopablo, Ikeda, Aquiles, Gralha, João, Tuba, Budha, Will, Rafael, Flávio e Léo
Por Vinicius Alves | 

Na última sexta feira (15/03), aqui no SESC Santo André, rolou o show de lançamento da coletânea prensada em vinil do Projeto Cão Faminto.

Pra quem ainda não sabe, a ideia que saiu das cabeças de Cláudio Cox, Marcello Vitorino e cia., relembra os tempos áureos do roquenrol do ABC e das coletâneas independentes que pipocavam pela região em meados dos anos 80.

As cinco bandas que integram o projeto - Giallos, Otis Trio, Bufalo, ProjetoNave e Marcopablo e os Bons Companheiros - se apresentam exatamente na mesma ordem que as músicas estão na bolacha. Sendo que como alguns integrantes se repetem nas bandas (Flávio "Tubarão"Lazzarin toca nas cinco), a galera toda praticamente ficou no palco se intercalando nos instrumentos.

O teatro encheu. Parentes, conhecidos, amigos, fãs, músicos, enfim... gente que de uma forma ou de outra acompanhou o desenvolvimento desse trabalho feito por várias mãos e mentes. O tipo de trabalho que quando nos deparamos, mesmo sem conhecer de antemão, sentimos a sinceridade e quão genuíno e legitimo ele é.

Foi uma noite emocionante, daquelas que a gente não consegue conter o riso e o orgulho de conhecer toda essa rapaziada que nos faz acreditar de novo que algumas coisas sempre valem a pena.

Ouvir e baixar:  soundcloud.com/caofaminto
Comprar o vinil: caofamintovinyl@hotmail.com

Agora confiram as fotos da nossa comparsa Elsa Villon...

André Calixto

O Mestre de Cerimônia Renato Ikeda

Aquiles (ProjetoNave)

Bufalo

Thiago Budha (Bufalo)

Metais de responsa

Cláudio Cox (Giallos)

Cláudio Cox e Luiz Galvão (Giallos)

Cláudio Cox (Giallos)

Marcos Fumaça (Bufalo)

Marcos Fumaça (Bufalo)

Daniel Gralha (ProjetoNave)

MarcoPablo e Flávio Lazzarin (MarcoPablo e os Bons Companheiros)

MarcoPablo 

MarcoPablo

MarcoPablo e os Bons Companheiros

Otis Trio

Luiz Galvão (Otis Trio e Giallos)

Cláudio Cox

Luiz Galvão

Luiz "Titcha" Galvão

João Ciriaco (Otis Trio)

Yeah!!! 
Elsa Villon é colaboradora do Pastilhas Coloridas, jornalista e fotógrafa viciada em café, cinéfila, adora Beatles e cheiro de pão saindo do forno. Twitter: @elsavillon
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A metamorfose do processo (mais amor é o caralho!)

os Krias: Mateus, Otto, Hector e Lucas                                                                                foto by Maíra  Lavorato Franco
Por Claudio Cox

Aproveitando-se da propaganda gratuita que envolve a data de hoje, o suposto “fim do mundo” segundo não sei quem por causa de não sei o quê, os malandros do Krias de Kafka lançam o primeiro e aguardado álbum, negando já no título não só a dita profecia apocalíptica, mas todo um bundamolismo e glamourização  da "primeira pessoa do singular" que predomina nesse começo de século esquisito. Todo mundo quer amor, mas amar que é bom, ninguém quer.

Fazer rock em português é foda, mas também não é mérito, portanto quando aparece alguém que não sofre com isso, que não tenta soar “assim ou assado” falando com um pau na boca e outro no cu, pra mim já entra no jogo com dois pontos na frente. Os Krias fazem parte desse time, aliás, são os atacantes.

Não vou ficar falando sobre referências musicaisliterárias ou cinematográficas dos caras, que são muitas e boas, diga-se de passagem, mas que no final das contas podem induzi-los e esse tipo de coisa não cabe aqui. Quem fala demais acorda sem língua.

Vai ser muito difícil (não impossível)  que algum jornalista da "grande mídia" escreva algo sobre esse disco e a probabilidade do mesmo virar um "fenômeno de internet" e estrelar um comercial de maionese também é muito, muito pequena. Foda-se, tenho certeza que não foi pra isso que o fizeram. Então meu filho, ache você mesmo um bom motivo para ouvi-lo. Você não é livre? Então... Tenha coragem.

“O mundo não acaba nunca” não é um disco fácil. E se for isso que você procura, pode ir tirando o jumento da sombra e saindo fora, mané. Se você quer entretenimento, conforto, rima mastigada, fórmula do sucesso e da felicidade, confete e serpentina, filosofia de facebook, você se fodeu grandão. Se meteu numa grande encrenca. A coisa aqui é soco no meio da cara. Mas não os que damos e sim os que tomamos. Exibir as feridas em praça pública não é pra qualquer um.

Gravado na unha, sem dinheiro, sem apoio e sendo lançado virtualmente, porque nenhum “santo” se propôs a bancar uma prensagem ainda, esse disco é a imagem e semelhança do “rolê” aqui na nossa quebrada. Tenso. Solitário. Uma banda que faz música porque precisa se ouvir e porque sabe que nenhuma outra vai expressar o que eles sentem. Não do jeito deles.

Eu já quis ouvir mais de três vezes!

O Mundo Não Acaba Nunca - Krias de Kafka


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Foi!

foto by Lovely Rita
Por Claudio Cox | 

Não foi um conto de fadas ou uma dessas histórias de “garra e superação” que só servem mesmo é pra foder mais a cabeça de quem não nasceu pra essa merda toda. Foi xingado, brigado, embriagado, comido, fumado, unido, animado,  pensado, instintivo, compreendido, suado, caro pra caralho, trabalhoso, divertido, tenso e mais um monte de coisa. Como a vida de verdade é.

O que interessa mesmo é que foi. Depois de inúmeros trabalhados engavetados, ter o prazer de finalizar um, perdoem-me a propaganda gratuita, mas: “Não tem preço!”. Não sou nenhum discípulo de Maquiavel, mas determinados meios sem um fim doem demais.

Muito mais do que um disco (um puta disco!!!), tenho essa empreitada como um capítulo grandioso da minha vida. Tenho certeza absoluta que marcou também a vida de todos os envolvidos.  Foi uma experiência incrível.

“Cão Faminto” é o nome de batismo, nascido em dezembro de 2012. Eu assino com muito orgulho, faço teste de DNA numa boa. Sou um dos pais dessa criança que logo vai ganhar os toca-discos desse mundão, mas também I-Pods, MP3 players e sei lá mais o quê. Afinal, música é pra ser tocada e não importa muito como.

vendas vinil: caofamintovinyl@hotmail.com

Ova!

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Segundo single da Cão Faminto

Foto divulgação: Marcello Vitorino
Na contagem regressiva lá vai mais um single da coletânea Cão Faminto, desta vez uma inédita de MarcoPablo & Os Bons Companheiros. "Sujo" é a faixa que trouxe de volta MarcoPablo ao estúdio com seu trabalho solo depois do álbum "Reações Adversas" de 2005.

O lançamento do vinil (colorido/capa e encarte duplo) está previsto para o dia 20 de dezembro, mas a pré-venda foi ativada pelo email caofamintovinyl@hotmail.com.

Ouça alto!

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Os primeiros latidos...

Ilustração de Danilo Oliveira
“DNN” é o primeiro single da coletânea Cão Faminto disponibilizado para audição.  A faixa inédita do Otis Trio foi gravada com as participações especialíssimas de André Calixto no sax, Amilcar Rodrigues no trompete e flugel horn, Richard Fermino no clarone e contra-clarone e Beto Montag no vibrafone, além é claro, dos intrépidos Flavio Lazzarin na bateria, Luiz Galvão na guitarra (autor da pérola) e João Ciriaco no baixo acústico.

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Kombi 73 Revival: Especial Gravadoras

Por Claudio Cox

No embalo do assunto de ontem sobre gravadoras, revirei aqui o arquivo da nossa Kombi 73 e resgatei uma série de 5 programas sobre as mesmas que foram ao ar durante os meses de abril e maio de 2010...  Ova!

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Advogado do Diabo?!

Por Cláudio Cox

Eu fui e sou (apesar da improbabilidade do momento) um entusiasta romântico de ditas “cenas” (não gosto nada desse termo) alternativas e independentes e as defendi como o “grande trunfo” contra os grandes esquemas, lógico que estabelecendo parâmetros entre os prós e contras e afirmando veementemente que a independência também tem um preço.

Para quem achava que todas as grandes poderosas empresas fonográficas eram o mal da humanidade e que todo o executivo de gravadora tinha chifre, rabo e andava de terno vermelho e preto, saiba que eles eram mesmo na maioria grandes filhos da puta. Mas analisando a história nas suas entranhas, até que bicho não era tão feio como costumávamos pintá-lo.

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As Radioativas e os Krias de Kafka hoje em Santo André

Como a maioria de vocês já sabem, o City Rockers é uma festa mensal que acontece todo últimos sábado de cada mês no Tupinikim Bar com bandas de rock (DE VERDADE!) e discotecagem "arrebenta falante!"

Capitaneada pelo comparsa Cláudio Cox, a edição de hoje traz duas bandas honestíssimas: As Radioativas e os Krias de Kafka fazem a festa no palco. As meninas comemoram a parceria com o mestre Luiz Calanca (Baratos e Afins) para gravação do primeiro álbum da banda, enquanto os caras lançam seu primeiro álbum!!!

Nos comando dos discos Claudio Cox & Lovely Rita com o puro creme do rock and roll!

Saca o som das crianças...



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A primeira tour a gente nunca esquece!

Por Claudio Cox

Ontem (sábado 22 de setembro) foi um dos dias mais legais da minha vida, aliás, esse ano tá foda! Sai de manhã com meus comparsas de Giallos, Galvão e Tuba, e rumamos, ouvindo o novo da blues explosion para abrir os "caminho", para o jardim Elba (SP) onde iríamos fazer uma participação numa ação cultural para comunidade do bairro, mais especificamente na Rua Nova.

Depois de algumas dificuldades no trajeto, fomos salvos por um amigo que encontramos por acaso (ou não!), que nos indicou o caminho certo. Chegamos aos “45 do segundo tempo” do horário marcado para nossa apresentação, mas chegamos!

Familiarizados com a rapaziada, arrumamos as coisas e fomos conhecer o centro cultural que  alguns coletivos e voluntários mantêm (na unha!!!) lá na comunidade. Trampo lindo!!! Percebi o quanto é importante doar um pouco do seu conhecimento, habilidade, tempo, enfim... O buraco não é tão fundo assim, basta querer e não achar que tudo é de responsabilidade do poder público.

Tocamos como se aquela fosse a primeira apresentação das nossas vidas, foi emocionante!!! É louco ver como a música tem o poder de unir as pessoas, fazer música é muito mais que bu$iness e todas essas merdas, e não importa o estilo, pode ser rap, dub, rock, punk, clássica, salsa, sei lá, se ela vir da alma ela vai bater no peito...

Saímos às 16hs da Rua Nova ainda bestas com a experiência e rumamos para a segunda etapa,  uma apresentação numa feira de cultura independente num pequeno e aconchegante estúdio bar, ali na divisa de Santo André com São Caetano do Sul. Achamos o pico fácil dessa vez, estacionamos o Tubamóvel e fomos encher o bucho numa pastelaria em frente.

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Viva rápido e morra de tédio

Por Claudio Cox

A relação que o homem mantém com o tempo através da história é relativamente conflitante. Sonhamos um dia atravessá-lo em contos de ficção cientifica, mas ao contrário disso que seria um controle infinito, acabamos sendo escravizados por ele.

Nos últimos 25 anos o nosso cotidiano sofreu mudanças drásticas quando o assunto é tempo. A busca incessante em “facilitar” a vida do homem, fez com que inúmeras invenções fossem desenvolvidas para uma única e exclusiva finalidade: poupar tempo.

Se pensarmos que se esse tempo poupado tivesse o destino lógico de dar ao homem menos trabalho e mais lazer (no sentido amplo da palavra), o propósito teria sido magnífico. Mas o buraco é muito mais embaixo malandragê...

Quem nunca ouviu pelo menos uma vez na vida a expressão “Tempo é dinheiro”? Pois bem, é com base nesse “slogan Fordiano” que somos pressionados nos nossos empregos e em quase todas  as outras relações sociais que mantemos. 

Pelo lado do trampo, hoje com a mesma jornada de trabalho e um terço de trabalhadores, produz-se três vezes mais do que há 25 anos atrás. Ao invés de redução de horas, reduziu-se a mão de obra. O tempo economizado foi pro bolso do patrão e o ócio não remunerado pro buraco do peão.

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