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Barisieur, o despertador que faz seu café


O café é um dos pequenos prazeres da vida. Um gerador de energia, o café pode ter efeitos mágicos naqueles que lutam contra madrugadas ou... ressacas terríveis, nos transformando de zumbis em pessoas lúcido e alegres.


Foi pensando nisso que o Barisieur foi criado, um despertador que quando toca, automaticamente liga a cafeteira e prepara o tão esperado antídoto contra o sono. A ideia de uma máquina de café com temporizador não é novo, tem em torno de meio século, mas a Barisieur parece ser uma versão mais elegante dos modelos antigos e pode ser um complemento decorativo muito bacana para o seu quarto.


Fonte: designyoutrust.com
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Estante modular criativa


Projetos modulares parecem ser a melhor solução para os problemas de armazenagem. E aqui vai uma ótima ideia.

Essas prateleiras podem ser dispostas ordenadamente em qualquer sala e você pode montar quase que da forma que desejar. Se ficar entediado é só desmontar e reorganizar tudo.

Pena não ter encontrado onde estão disponíveis para venda, mas com certeza logo estará por ai.






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Conheça a Bicymple Bike

A Bicymple é um bicicleta bem simples, minimalista, criada por por Josh Bechtel de Designs Scalyfish.

Ela não tem o conjunto de peças, como catraca e corrente, que normalmente toda bicicleta tem. O pedal é direto na roda traseira. Além disso a parte de trás também se move lateralmente.

Bom, melhor do que tentar explicar é mostrar como funciona...

Confere ai!

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Viva rápido e morra de tédio

Por Claudio Cox

A relação que o homem mantém com o tempo através da história é relativamente conflitante. Sonhamos um dia atravessá-lo em contos de ficção cientifica, mas ao contrário disso que seria um controle infinito, acabamos sendo escravizados por ele.

Nos últimos 25 anos o nosso cotidiano sofreu mudanças drásticas quando o assunto é tempo. A busca incessante em “facilitar” a vida do homem, fez com que inúmeras invenções fossem desenvolvidas para uma única e exclusiva finalidade: poupar tempo.

Se pensarmos que se esse tempo poupado tivesse o destino lógico de dar ao homem menos trabalho e mais lazer (no sentido amplo da palavra), o propósito teria sido magnífico. Mas o buraco é muito mais embaixo malandragê...

Quem nunca ouviu pelo menos uma vez na vida a expressão “Tempo é dinheiro”? Pois bem, é com base nesse “slogan Fordiano” que somos pressionados nos nossos empregos e em quase todas  as outras relações sociais que mantemos. 

Pelo lado do trampo, hoje com a mesma jornada de trabalho e um terço de trabalhadores, produz-se três vezes mais do que há 25 anos atrás. Ao invés de redução de horas, reduziu-se a mão de obra. O tempo economizado foi pro bolso do patrão e o ócio não remunerado pro buraco do peão.

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Arte - O fio da meada de Pierre Fouché

O artista Pierre Fouché é obviamente uma pessoa muito paciente. Para a realização de alguns de seus elaborados trabalhos ele levou vários anos. Da Cidade do Cabo, Fouché cria todos os rostos e figuras humanas feitas à partir de fios de poliéster. Um trabalho complexo, que exige grande habilidade e paciência.

Confira mais algumas fotos...

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Pastilhas de um Carapuceiro - Mocó de homem solteiro

Por Xico Sá

Noves fora o “homem de predinho antigo”, aquela criatura que adora um pé-direito alto, um sofá de época e uma luz indireta, o macho solteiro é um desastre no capítulo decoração. Tem lá o seu sofá velho, a sua tv, uma cama barulhenta, três ou quatro panelas - sem cabo - encarvoadas pelo tempo, e copos de requeijão, muitos copos de requeijão, alguns deles ainda com um pedaço do papel do rótulo. Se brincar, o cara coleciona também os velhos copos de geléia de mocotó, um primor de utensílio vintage.

E quando a fofa, toda fina e fresca, nova costela, chega lá no muquifo com a sua garrafa de champanhe?! Procura, procura as taças, para fazer uma graça com o seu mancebo... e nada. O jeito é beber Veuve Cliquot em copo de extrato de tomate. Quem mandou apaixonar-se por um macho-jurubeba autêntico, que vem a ser justamente o avesso do metrossexual, aquele mancebo da moda que se lambuza de creminhos da Lancôme e decora o loft, sim, ele mora num loft, de acordo com as tendências da revista Wallpaper.

Pior é quando ela tenta mudar tudo. E põe aquele quadro caríssimo –artista contemporâneo, tendêeencia!- numa sala que não tem nem mesmo um sofá que preste?!

Um desastre.

A fofa, toda metida a besta, não desiste nunca. Ai presenteia o bofe - sim, ela está doida e perdidinha - com uma batedeira prateada ultramoderna com 600 funções, que nunca será usada. Ai fica aquela batedeira high-tech fazendo companhia aos três pratos chinfrins e aos garfos tortos, como se o Uri Geller, aquele parapsicólogo que aparecia no Fantástico das antigas, tivesse jantado por lá ou feito faxina na área.

Ela começa a revirar geral, um deus-nos-acuda, numa casa onde ninguém havia mudado sequer uma planta de lugar. O reino vegetal, aliás, é outro ponto fraco do macho solteiro. Jarros, flores? Nem de plástico.

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Um lugar para arquiteturas, artes e afins - Caminhos e estradas

Por Angela Rosch Rodrigues | 

É sempre interessante verificar a forma com que as civilizações se apropriam do espaço através de seus caminhos; inevitavelmente, procura-se percorrer as menores distâncias e desvia-se dos principais acidentes geográficos buscando uma forma rápida e prática.

Muitos já escutaram aquele velho ditado: “Todos os caminhos levam a Roma”; de fato, o êxito deste Império esteve em parte associado à implantação de uma rede de estradas em ótimas condições que interligava até os territórios mais longínquos. As estradas romanas se caracterizavam pela inteligente técnica da pavimentação, caminhos em que pedras eram cuidadosamente justapostas para facilitar a marcha das tropas com todo seu aparato militar. A célebre Via Ápia (em torno de 300 A.C.), ainda surpreende pela engenhosa magnitude que percorre mais de 300 km. Uma boa rede de caminhos ou estradas era determinante não só por questões militares, mas também para intercâmbios comercias (como as Rotas da Seda que ligavam a Europa ao Oriente) e culturais. O tradicional Caminho de peregrinação de Santiago de Compostela, que liga o sul da França ao norte da Península Ibérica, foi fundamental, principalmente durante a Idade Média, para o desenvolvimento do dialeto galego-português que originaria a língua portuguesa.

Trecho da Via Ápia. Fonte: pt.wikipedia.orgTrecho do Caminho de Santiago de CompostelaFonte: www.brasilescola.com

Na América central, por exemplo, o Império Asteca com a capital em Tenochtitlan (onde hoje é a cidade do México) possuía estradas que ligavam o Oceano Pacífico ao Mar do Caribe, de modo que o imperador Montezuma tinha o privilégio de comer peixe fresco todos os dias e foi rapidamente informado da chegada dos espanhóis. As tribos indígenas brasileiras também possuíam uma rede de caminhos complexa que se conectava com outros povos. 

Na porção sul/sudeste do Brasil havia o chamado Peabiru (nome Tupi) uma estrada de 1,60m de largura sinalizada pela plantação de um tipo de erva que sempre nascia no mesmo local, conta-se que ligava os Andes ao Oceano Atlântico pelas atuais cidades de São Vicente e Cananéia abrangendo um percurso de 3000 Km. Foi por essa via que bandeirantes, como Raposo Tavares, se embrenharam pelo interior.

Vencer a “muralha” da Serra do Mar sempre foi um desafio e tanto para os habitantes da “Terra Brasilis”. Nesse caso fica bem evidente o paralelismo das estradas, sempre tentando amenizar as dificuldades do trajeto. Em 1790, foi iniciada a construção da primeira calçada de pedras no Brasil colônia, que iria percorrer 50 km e 700 metros de desnível na direção entre Santos e São Paulo amenizando o trajeto original (Estrada do Mar, ano 1661) em até 20%: a Calçada do Lorena; um empreendimento audacioso e grandioso, cuja construção que ficou a cargo do engenheiro militar João da Costa Ferreira, envolvia trabalhos de calçamento e contenção do terreno.

Trecho da Calçada do Lorena. Fonte: pt.wikipedia.org / Trecho da Calçada do Lorena. Fonte: www.ecofotos.com.br (Foto de Adilson Morales)
Seguindo um trajeto próximo, foi iniciada em 1840 a construção da Estrada da Maioridade, depois de algumas reformas foi renomeada como Caminho do Mar (Estrada Velha de Santos). Em meio ao projeto desenvolvimentista do governo de JK que visava a ampliação rodoviária, a Via Anchieta foi construída em fases a partir de 1947, ampliando e melhorando o acesso Porto – Capital, o que levou ao fechamento da Estrada Velha de Santos.

Trecho Rodovia Anchieta. Fonte: São Paulo Antiga
Atualmente tanto a calçada do Lorena quanto o Caminho do Mar são acessíveis através de visitas guiadas, em que é possível desfrutar de uma vista deslumbrante entre caminhos e monumentos históricos comemorativos como os projetados pelo arquiteto francês Victor Dubugras na década de 1920 (Pouso de Paranapiacaba, Rancho da Maioridade e Belvedere Circular, dentre outros). Vale uma visita!

Trecho “Caminho do Mar” (esq.) e Belvedere Circular, Km 46. Fonte: arvoresdesaopaulo.wordpress.com 
Angela Rosch Rodrigues é arquiteta e urbanista, mestre em História e fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo e colaboradora do Pastilhas Coloridas.
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Igreja Pentecostal do Rock Chapa Branca

Por Claudio Cox

Não é de hoje que esse jornalismo "cumadre" de música tenta eleger alguém pra ser o "Messias" de uma geração. Alguém que venda revistas, jornais e dê audiência em talk shows e afins. Isso é o que sustenta meia dúzia de magnatas e torna alguns músicos perfeitos idiotas, mas definitivamente não é o que sustenta o rock como expressão artística.

Algumas das mais influentes bandas da década passada foram umas “piadas” comercialmente – levando em consideração esse padrão infeliz de gerar riquezas absurdas.  Velvet Underground, Stooges, Ramones e Pixies são algumas dessas “piadas”.

Lembro-me de uma matéria gigante na finada revista BIZZ com o titulo de “Escolha o seu Nirvana” ou coisa parecida. Eram umas vinte bandas que estavam ali no olho do furacão, algumas ainda nem tinham lançado o primeiro álbum, mas já eram aclamados por jornalistas para sucederem o trono de Kurt Cobain.

Naquela altura do campeonato, 1993 começo de 94, o cara mais poderoso do rock já dava indícios que sua vida não duraria muito mais, e junto com ele a sua banda de ouro também sairia de cena. É claro que a indústria do "faz de conta" sabia disso, daí a busca incessante por um substituto. Mesmo se não tivesse metido uma bala na cachola, acredito que hoje dificilmente Cobain estaria no meio do showbizz.

E o “oba oba” em cima dos Strokes no final da década de 90?! Pra mim era tão desesperador aquele assédio em cima de uma banda que nem disco tinha lançado ainda, mas que já eram considerados a salvação do rock e blá blá blá, que relutei em ouvi-los logo de cara. Bem, o disco era legal, nada demais, e pra mim foi só.

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As esculturas de grama de Mathilde Roussel


"Lifes of Grass" é o nome desta série que está exposta no Cheekwood Botanical Garden and Museum of Art, em Nashville. Criadas pela artista francesa Mathilde Roussel, as peças são feitas a partir de sementes de grama plantadas em uma armação de metal, que ao longo do tempo vão brotando, crescendo e transformando. As figuras parecem flutuar no ar.

A artista explica que ela quer mostrar aos espectadores, através das esculturas, que os alimentos que comemos e a maneira que os cultivamos e transportamos tem um grande impacto sobre todos nós.

"O mundo natural, ingerido como alimento, torna-se um componente do ser humano. Através destas esculturas antropomórficas e orgânicas feitos de sementes, grama e solo, eu me esforço para mostrar que o alimento, da sua origem, o transporte e todo o restante do processo, tem um impacto sobre nós, muito maior do que apenas o sabor."

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Um lugar para arquiteturas, artes e afins - Muros, muralhas e fortes

Por Angela Rosh Rodrigues |

Hoje em dia é comum as pessoas entrarem em seus respectivos prédios, condomínios, casas com altos muros, guaritas, sistemas de alarme, grades, etc. e acharem, numa espécie de paranóia contemporânea, que a questão da segurança é um problema atual. O fato é que dando uma rápida olhada, sem profundidade, pela história dá pra perceber que isso não é novo. Ainda que com conotações diversas, segurança e proteção sempre foram preocupações recorrentes. Basta pensar que a única construção vista da Lua é uma Muralha!

Trecho da muralha da China. Fonte: Wikipedia
Castelos, fortes, fortalezas, torres, muros e a própria fundação de um povoado eram pensados de forma geograficamente estratégica (boa visibilidade, proximidade de fontes de água potável, relação com outras vias de acesso, etc.) para se garantir, não só a segurança, mas também o domínio de um território. Um caso bem ilustrativo é o complexo de Alhambra (Granada – Espanha), localizado no alto de uma colina, próximo à Sierra Nevada (cujas águas das “neves eternas” abastecem até hoje as famosas fontes da fortaleza). O conjunto teve o início de sua construção em torno de 1230 e foi o último reduto mouro na Península Ibérica a ser reconquistado pelos católicos somente em 1492.

Alhambra: vista do conjunto. / Alhambra: detalhe do uso da água no pátio de los Arrayanes. Fonte: Wikipedia
Aqui em nosso país, não é diferente. Ao longo do imenso litoral, o problema da segurança foi crucial para os colonizadores. Os principais núcleos urbanos foram fundados de forma a estarem amparados por um porto protegido, é o caso claro de Salvador guardado pela Baía de todos os Santos e do Rio de Janeiro guardado pela Baía de Guanabara, ou seja, um porto seguro, em que fosse possível encontrar afluentes de água doce. Até a cidade de São Paulo, cujo núcleo inicial foi onde hoje está o Pátio do Colégio, está visivelmente no alto de uma colina abastecida por águas fluviais (Rio Tamanduateí).

Mapa com indicação da baía de Todos os Santos. / Mapa com indicação da baía de Guanabara. Fonte: Wikipedia
Nesse contexto, os engenheiros militares vindos de Portugal, principalmente durante os dois primeiros séculos de colonização, foram de extrema importância por organizarem as novas cidades, realizarem obras de arquitetura civil e projetarem os equipamentos de defesa - fortes. Ainda hoje nos deparamos com esses exemplares, só pra mencionar alguns: Forte de Santo Antônio da Barra (Salvador), Forte dos Reis Magos (Natal), Forte Defensor Perpétuo (Parati), Fortaleza de São José da Ponta Grossa (Florianópolis) e o Forte de São José da Barra do Rio Negro (Estado do Amazonas).

Salvador: forte Sto. de Antônio da Barra e farol. / Florianópolis: Forte de São José da Ponta Grossa. Fonte: Wikipedia
No Estado de São Paulo, podemos mencionar dois exemplares interessantes, que chegam até nós após trabalhos de restauro e estão abertos à visitação: a Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande (Guarujá), cuja origem data de 1584, posteriormente teve acréscimos. E o Forte de São Tiago – ou São João (Bertioga), reconstruído em 1770, restaurado a partir de 1945. A localização estratégica dessas edificações pretendia garantir a segurança, principalmente, contra ataques piratas.

Guarujá: forte de Sto. Amaro da Barra Grande. / Bertioga: forte de São Tiago - ou São José. Fonte: Wikipedia
O tema, complexo e fascinante, tem sido detalhadamente estudado no âmbito acadêmico.

Vale uma visita!

Angela Rosch Rodrigues é arquiteta e urbanista, mestre em História e fundamentos da Arquitetura e do Urbanismo e colaboradora do Pastilhas Coloridas.
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RIP Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho (1931-2012)

Partiu à pouco um dos maiores artistas brasileiro.

O cearense Chico Anysio fez por muitos anos a alegria de diversos expectadores de rádio e TV com seus inúmeros tipos, onde mostrava toda sua versatilidade como ator, além do enorme talento como redator.

Neste vídeo ele divide o palco com o não menos genial Arnaud Rodrigues, companheiro de texto e cena que também já se foi. Eles faziam um humor cada vez mais raro hoje em dia, o humor engraçado.

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O jazz etíope de Mulatu Astatke no SescTV

Ontem, o SescTV presenteou seus espectadores com a exibição do show do compositor e instrumentista etíope Mulatu Astatke, o pai do chamado Ethio-jazz, um estilo musical que mistura jazz, ritmos africanos, latinos e caribenhos, além de funk e sonoridades árabes e indianas. Mas pra quem não pode assistir, as reapresentações acontecerão nos dias: 23/03 às 10h; 24/03 às 19h; 25/03 às 3h, às 7h, às 16h e às 23h.



O repertório, que inclui a canção Yègelé Tezeta, composta por Mulatu e sampleada pelos filhos de Bob Marley, é intercalado por comentários do músico sobre sua obra e depoimentos dos fãs que assistiram ao show, gravado ao vivo no Sesc Vila Mariana em março de 2011. Ele se apresenta com o instrumento que é sua assinatura sonora em todo o mundo: o vibrafone.

Mulatu Astatke estudou música em Londres e Boston. Para aprofundar seus estudos foi para Nova York, onde formou o grupo Ethiopian Quintet e começou a tocar o Ethio-jazz há mais de 40 anos. Ele trabalhou com Duke Ellington na década de 70 e tem influências em Count Basie, Bill Evans, John Coltrane, Miles Davis, entre outros. Hoje, é conselheiro de bolsas para estudantes africanos em Berklee. Já passou por Havard e pelo MIT, onde desenvolveu e atualizou instrumentos tradicionais da cultura etíope.

Mulatu explica que a música etíope utiliza quatro escalas diferentes para as composições e só existem músicas com 5 tons, o que ele coloca como uma limitação. Astatke começou, então a pensar em combinar doze tons na música. Ele usa a própria voz, progressões mais frias e arranjos para conseguir um estilo diferente, que mantém na base, no entanto, as raízes de sua terra.

Especial Musical - Mulatu Astatke
Dia 21/03, às 22h
Classificação Indicativa: Livre
Reapresentações: Dia 22/03, às 2h; 23/03, às 10h; 24/03, às 19h; 25/03, às 3h, às 7h, às 16h e às 23h.
Fonte: SESCSP
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Eu não vejo pessoas mortas!

Imagine se ao contrário do garotinho do filme “Sexto Sentido” – aquele mesmo do “I see dead people” – as pessoas não pudessem ver mais as pessoas que já partiram “dessa pra uma melhor” nem em fotografias! Não entendeu?! Então, saca só o que a falta do que fazer é capaz:

 John Lennon

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E eu com o Dylan?!

Por Claudio Cox

Uma grande amiga minha vive brincando com uma profecia que o seu querido pai deferiu antes da filha arrumar as malas e deixar São Luís do Maranhão rumo a São Paulo: “Vai morar em São Paulo pra ver show!”.  O pai da moça estava coberto de razão.

São Paulo é uma das maiores capitais culturais desse mundo “véio sem pôrtera” e isso é ótimo, mas o problema é que de uns tempos pra cá toda essa variedade tem sido restringida a poucos privilegiados que podem pagar o preço que a cidade cobra. Tirando o SESC, é só facada no peito.

Essa conversa é velha e sempre vem à tona quando algum espetáculo muito esperado resolve dar as caras por aqui, e depois de confirmado, anuncia o valor dos cobiçados ingressos. Aconteceu isso com o festival Lollapalooza no final do ano passado e agora a bola da vez é o show do lendário Bob Dylan, cujos valores bateram na casa dos 900 paus.

Na última passagem do figura pela cidade, em 2008 se não estou enganado, li um texto de um fã que provava ser mais barato assistir ao show na Argentina, incluindo passagem e tudo. E nessa turnê a coisa deve estar na mesma pegada. É mole?! Acho que moles somos nós mesmos!

Tá! Parece que dessa vez até tem um ingresso de 150 paus, tal de “Visão Parcial”. Agora, me responda rápido: Quem quer ir ver um show de um artista que você gosta demais, com a porra da visão parcial?! Deve ser atrás de um muro e você vê só o pé do baterista. Ou é pegadinha. Você chega lá pra ver o Dylan e aparece o Sérgio Malandro com violão cantando “Vem fazer Glu Glu Mr. Tambourine Man”. 

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