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Conheça os projetos Cuiabá 153 e Portões Que Falam


Tendo a Le Fenêtres qui Parlent (Lille, França) como parceira, Beatrice Auxent e Michel Brulin são as pessoas que estão por trás desta iniciativa, tendo em comum um forte compromisso profissional nas áreas de ambiente social e de vida, por um lado, e um associativo e ativista envolvidos por vários anos nas áreas primeira infância, social e cultural, principalmente nos distritos da área de Lille.  Associação de interesse na diversidade da arte, na integração das pessoas das comunidades e cidades vizinhas. Este ano eles completaram 15 anos em 9 cidades e 16 bairros, com centenas de artistas.

O "Cuiabá 153" nasceu quando alguns artistas, recém-formados, queriam "ocupar" uma casa e  Sueli de Moraes ofereceu sua residência como suporte de arte de todos os formatos. todos os móveis da parte térrea foram retirados e a residência ganhou “ares” de galeria. Foi um evento de um dia, aberto à visitação pública.

Na segunda edição/2011, foram convidados novos artistas e foi lançado o desafio do site specific; pensar um trabalho para a residência de quatro mulheres, sem descaracterizar a casa, ou seja, permanecer com todos os móveis. O objetivo foi alcançado, e a comunidade local integrados aos visitantes, estabeleceram contato com arte por apenas um dia.

Em 2014 o evento ampliou os horizontes com a nova parceria Les Fenetres qui Parlent e passou a ter uma extensão que ocupou toda a rua Cuiabá, na versão brasileira “Portões que Falam”, onde os artistas interagiram nos portões das casas desta rua, estabelecendo e promovendo arte na comunidade.

Contadores de histórias, Teatro de marionetes, Gastronomia paulista, Oficina performática de reutilização de descartáveis, Caricaturista, Oficina de fantoches e máscaras, Grupos de música, oficina de desenho, Conversa on line com os artistas franceses, Oficina de fanzine, Performances, Grupo de Debates Culturais, Apresentação teatral, Piano e voz fizeram parte da programação. Mais de 400 visitantes estiveram no Cuiabá 153 e Portões que Falam!

E em 2 e 3 de abril de 2016, teremos nossa primeira experiência de dois dias de ação, visto que o número de casas aumentou consideravelmente de 15 para 54. Na edição do ano que vem o evento terá mais 7 ruas participantes. São elas: Cuiabá, Manaus, São Luiz, Misericórdia, Belém, Peru, Travessa Padre Navarro e Sete de Setembro.

Por que de sua existência

Os organizadores entendem a arte como meio de transformação social e esta ação desenvolve a participação dos habitantes na vida cultural da cidade e propaga a diversidade cultural no âmbito global.

O grupo conversa sobre a importância dessa ação e destaca alguns objetivos: Desenvolver a participação efetiva na vida dos habitantes dos bairros das cidades onde o Portões que Falam for organizado; refletir o significado dos processos culturais nas relações humanas em sociedade; fomentar o debate e senso crítico nos moradores sobre as artes nos portões; despertar as capacidades de reflexão e de arguição do cidadão, contribuindo na formação cidadã; estimular a prática artística individual e/ou coletiva; favorecer novas percepções que possam ser contrapostas à sua própria realidade; estimular a valorização do outro e promover o respeito mútuo.

Por entender e ter um pensamento convicto, de que é pela ação do contato com o outro, que a verdadeira experiência do aprendizado e crescimento intelectual acontece, o projeto Cuiabá 153 e Portões que Falam visa proporcionar ações, integrando artistas e comunidade local, com foco na valorização da diversidade humana. Importante crer que o contato com o outro contribuirá para o crescimento intelectual e inserir as pessoas em situações em que saiam de sua zona de conforto foi a primeira lição que aprendemos nestas três edições onde presenciamos mudanças significativas em alguns moradores. É preciso que estas ações aconteçam, para que novas reflexões sejam assimiladas e resolvidas dentro de cada um de nós.

Trabalhar com arte, possibilitar ao indivíduo, uma vivência que o faça desenvolver a habilidade de pensar criticamente sobre sua existência em si e com o meio, é o objetivo almejado por quem ama e acredita na força transformadora da arte. O Projeto Cuiabá 153 e Portões que Falam, entende que um simples contemplar pode ser reflexivo e no contexto interativo, uma pessoa ao fazer parte de um grupo, adentra a sociedade por meio da sensação de pertencimento.

O projeto acredita, que o diálogo entre a cultura e a educação é fundamental para a formação do indivíduo, e portanto, compromete-se com a sociedade no que diz respeito aos valores de justiça, solidariedade e na valorização das diversidades. Esta ação cultural tem consciência de seu papel no processo educacional em quaisquer fases do ser humano e compreende o processo para além de um entretenimento. A compreensão da cultura precisa estar imediatamente ligada ao relacionamento humano; às suas identidades, suas raízes, e a arte têm o poder de novas configurações. Temos relatos do poder transformador da arte, na vida de algumas pessoas que prestigiaram o evento.

A intenção agora é documentar por meio integrado à narrativa, todo o processo que normalmente acontece num período de 24 meses com encontros pré-determinados a cada mês. Este documento intenciona ser um relato das análises e sugestões individuais e coletivas para sua consolidação, e um caminho de ampliar o seu mapa de ação pelo ABC paulista.

Convocatória

O Cuiabá 153 e Portões Que Falam em parceria com a Les fenêtres qui parlent (Lille-França), divulga a convocatória que objetiva selecionar artistas para integrar a mostra de arte nos portões das residências participantes da ação nos dias 2 e 3 de abril de 2016.

Para participar acesse o link https://www.facebook.com/cuiaba153eportoesquefalam/ e deixe o seu nome em mensagens. Imediatamente entraremos em contato e esclarecemos os detalhes do evento bem como, informações sobre a próxima reunião entre os artistas envolvidos que será dia 28/11 às 15h00.

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1º Gourmet Food Truck em Santo André



Organizado por Williams (Gugu) e Renata Martins, casados e sócios proprietários do nosso velho conhecido Tupinikim Pizza Bar Lounge, essa primeira edição irá contar com uma o bazar “Venda de Garagem”. O objetivo é misturar em um só lugar moda, beleza, arte, decoração sustentável, gastronomia e muita música da boa em parceria de Djs e bandas.

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Village Underground Lisboa


Em Lisboa, a vida cultural e a criatividade são tão onipresente quanto os sanduíches prego e ou as cervejas Super Bock, encontrados em quase todas as esquinas.

A capital Portuguesa tem visto um aumento de empreendimentos inovadoras em relação ao ano passado, indicando uma recuperação da turbulência econômica. De postos avançados de design gráfico e galerias de arte de rua à locais de trabalho comuns que também são espaços de eventos, os empresários locais estão em busca de novos laboratórios criativos e espaços sociais por toda a toda a cidade, incluindo a Village Underground Lisboa.


A Village Underground Lisboa é o mais novo espaço de trabalho e cultural, criativo da cidade, um projeto ambicioso criado pelo empresário talentoso Mariana Duarte Silva, em colaboração com Vila metro de Londres.


Inaugurado em Maio de 2014, o espaço tornou-se recentemente um hotspot para start-ups, designers e agências criativas com o objetivo de atingir o delicado equilíbrio entre o espaço de escritório privado e ambiente social. Um complexo ao ar livre que consiste em uma pilha de 16 contêineres, que lembra muito o jogo Tetris, transformados em espaços para escritório e posicionados em um pátio enorme dentro do Museu Carris.



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A primeira tour a gente nunca esquece!

Por Claudio Cox

Ontem (sábado 22 de setembro) foi um dos dias mais legais da minha vida, aliás, esse ano tá foda! Sai de manhã com meus comparsas de Giallos, Galvão e Tuba, e rumamos, ouvindo o novo da blues explosion para abrir os "caminho", para o jardim Elba (SP) onde iríamos fazer uma participação numa ação cultural para comunidade do bairro, mais especificamente na Rua Nova.

Depois de algumas dificuldades no trajeto, fomos salvos por um amigo que encontramos por acaso (ou não!), que nos indicou o caminho certo. Chegamos aos “45 do segundo tempo” do horário marcado para nossa apresentação, mas chegamos!

Familiarizados com a rapaziada, arrumamos as coisas e fomos conhecer o centro cultural que  alguns coletivos e voluntários mantêm (na unha!!!) lá na comunidade. Trampo lindo!!! Percebi o quanto é importante doar um pouco do seu conhecimento, habilidade, tempo, enfim... O buraco não é tão fundo assim, basta querer e não achar que tudo é de responsabilidade do poder público.

Tocamos como se aquela fosse a primeira apresentação das nossas vidas, foi emocionante!!! É louco ver como a música tem o poder de unir as pessoas, fazer música é muito mais que bu$iness e todas essas merdas, e não importa o estilo, pode ser rap, dub, rock, punk, clássica, salsa, sei lá, se ela vir da alma ela vai bater no peito...

Saímos às 16hs da Rua Nova ainda bestas com a experiência e rumamos para a segunda etapa,  uma apresentação numa feira de cultura independente num pequeno e aconchegante estúdio bar, ali na divisa de Santo André com São Caetano do Sul. Achamos o pico fácil dessa vez, estacionamos o Tubamóvel e fomos encher o bucho numa pastelaria em frente.

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A Quebrada vai pro SESC

Por Gláucia Adriani e Rafael Cab 

Em constante evolução, a produção cultural na periferia colhe novos frutos a cada dia. Os saraus se multiplicam e a poesia ganha espaço num cotidiano antes marcado pelo distanciamento educacional, falta de acesso e exclusão social.

Em busca de transformação o projeto Sarau na Quebrada, desenvolvido pelo Ponto de Cultura Mistura e Gingada, acontece mensalmente em diferentes bares da periferia da cidade de Santo André, através de um grupo de poetas da região que apresentam trabalhos já consolidados, estimulando assim a participação popular.

integrantes do Mistura & Gingada

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Coletivo Ativismo ABC comemora 10 anos de atividades

Em comemoração aos 10 anos de existência, o "Ativismo ABC" convida todo os companheiros e companheiras, amigas e amigos, apoiadores e apoiadoras, simpatizantes e familiares para se juntarem a eles e compartilhar esse momento tão importante.

O Ativismo ABC surgiu em 2002 e  é um coletivo anarquista que foi formado no auge das manifestações anti-globalização que ocorriam em São Paulo e por muitos outros lugares do mundo nesta época. Com o enfraquecimento das manifestações e protestos, o coletivo passou a seguir uma dinâmica própria de desenvolvimento político e organizacional com a inauguração de seu espaço, a Casa da Lagartixa Preta "Malagueña Salerosa", em Março de 2004.

Localizada em Santo André a Casa da Lagartixa Preta “Malagueña Salerosa” funciona como um laboratório de práticas e conhecimento, afim de desenvolver o que acreditam ser importante para uma vida autônoma coletiva e para a transformação da sociedade, uma vez que a transformação coletiva e individual não ocorre separadamente, mas são partes complementares entre si.

A comemoração, que acontece no próximo sábado (28/01), terá várias atividades:

16h30: Lançamento e apresentação dos livros do Elisée Reclus pela Biblioteca Terra Livre e Edições Negras Tormentas.
17h00: Abertura da Rifa Durruti pela Biblioteca Terra Livre.
18h00: Conversa sobre os 10 anos de AtivismoABC e Lançamento do El Saleroso nº 10 (jan/fev/mar) de 10 anos de Coletivo.

Logo depois vai rolar música ao vivo, com as apresentações da banda Ordinária Hit,  Menininha Pirracenta e Samba. A entrada será gratuita, mas quem puder contribuir levando algum quitute ou bebida para compartilhar, ajudará a deixar a comemoração ainda mais gostosa.

Serviço: 
Onde: Rua Alcides de Queirós, 161, Bairro Casa Branca, Santo André (ver mapa)
Quando: 28/01, sábado a partir das 16h
Quanto: Entrada gratuita (quem quiser pode levar algum quitute ou bebida para colaborar)
Fonte: Ativismo ABC
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Let's go, Baby!

Neri (Ponto de cultura Mistura & Gingada) de punho fechado                                                foto por Maristela Raineri  
Por Claudio Cox

Numa semana em que dois grandes homens foram lembrados pelo punho fechado – Mumia Abu-Jamal e o Dr. Socrátes –, essa foto acima, feita no último dia do ABC do Som, sintetiza pra mim, não só o espírito que foi ajudar a produzir este festival – com muitas mãos e cabeças pulsando, sem dinheiro e com muita coragem –, mas também a abertura de maneira vigorosa do meu calendário de produção para 2012.

O convívio nesses últimos meses com pessoas que, mesmo com opiniões diferentes (e isso é fundamental!), disponibilizam do seu tempo e força de trabalho por uma causa em comum, me deu uma carga de ânimo que, devo confessar, estava quase no fim. Pelo menos aquela velha pergunta que assombra os pensamentos quando estamos fazendo alguma coisa e não temos a mínima noção de qual será o resultado: “Será que essa porra vai dar em alguma coisa?”, saiu de cena por hora.

Acredito que ainda teremos muitos shows, entre outras manifestações artísticas, com meia dúzia de “gatos pingados” pela frente – e isto realmente não me importa mais –, que não poderemos contar com incentivos  – que são legais, apesar dos pesares, desde que usados de maneira clara e objetiva  dessas atuais administrações municipais (principalmente a de Santo André com seus padres estrelas), e que precisamos aprimorar o nosso trabalho coletivo (isso é fato!), mas acredito também que o caminho está traçado.

Alguns projetos (aí falo por mim e aqui pelo Pastilhas) já foram desenhados para o próximo ano, mas muito provavelmente toda essa rapaziada que vem fazendo barulho aqui na região deva ter as suas coisas engatilhadas também. O Matheus – vocalista e letrista do Krias de Kafka e um dos idealizadores do coletivo CenaAndreense – soltou uma frase que deveria ser o slogan do próximo ano: “Se 2012 não acabar com a gente, acabaremos com ele!”.

Nunca é demais agradecer à todos os envolvidos na empreitada ABC do Som: coletivos Marte, R.I.S.O e NASA, Ponto de Cultura Mistura & Gingada, SP Cultural e Cidadão do Mundo, aos que ajudaram na divulgação: Marina e Caio do ABCD Maior, Elsa do Catraca Livre e Daniela do Diário do Grande ABC , ao Tupinikim Bar pelo espaço e à todos que compareceram em algum desses 6 dias de programação.

“A revolução não será televisionada” – e nem banalizada como querem os bundões acomodados que usam camisetas do Che Guevara compradas na C&A sem se quer saberem quem ele foi –, mas está sendo presenciada por quem acredita que ela possa ser feita.
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40º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto tem inscrições abertas em Santo André

Foto: Julio Bastos / PSA
Atualizado em 24/01/12 às 10:20
Estão abertas as inscrições para o 40º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto. A tradicional mostra reúne trabalhos nacionais contemporâneos e representativos das artes plásticas.

As inscrições foram prorrogadas até 28 de janeiro e podem ser feita pessoalmente na Casa do Olhar Luiz Sacilotto ou por meio dos Correios. A ficha está disponível no site da Prefeitura de Santo André, juntamente com a relação de documentos necessários.

As categorias são pintura, desenho, gravura, escultura, objeto, instalação, interferência, site specific e fotografia. Cada artista pode inscrever-se em apenas uma delas – submetendo três obras na divisão escolhida – com exceção das categorias instalação e interferência e site specific, nas quais o participante pode indicar apenas uma.

Os selecionados para a segunda fase serão conhecidos no dia 15 de fevereiro de 2012. A premiação deste ano terá o valor total de R$ 28 mil para prêmio-aquisição e de R$ 2 mil para prêmio-estímulo. A abertura do 40º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto será realizada no dia 12 de abril de 2012.

Comissão de Seleção e Premiação

Os artistas podem indicar, também na ficha de inscrição, dois dos três nomes que farão parte da Comissão de Seleção e Premiação. Daniel Caballero, Antonio Santoro, Rubens Pontes, Agda Carvalho, Sergio Sanches, Alberto Beuttenmuller, Elvira Vernaschi, Olívio Tavares de Araújo, Walter Miranda, Maria dos Anjos, José Henrique Fabri Rolim, Ricardo Rezende e Éder Chiodetto fazem parte da lista.

O terceiro integrante da comissão é indicado pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer e Turismo da Prefeitura de Santo André.

Histórico

O Salão de Arte Contemporânea de Santo André foi iniciado em 1968 e conta, portanto, com mais de 40 anos de história na cidade, no estado e no País. Foi interrompido em 1976 na sua 9º edição. Em 1978 retornou como Salão Jovem de Arte Contemporânea e teve cinco edições com este título, até 1982.

Neste ano, além do Salão Jovem, foi retomado o Salão de Arte Contemporânea em sua 10º edição. O evento segue ininterrupto até os dias atuais. Na 33º edição passou a se chamar Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto.

Ao longo destes anos, artistas como João Suzuki, Paulo Chaves e Hans Suliman Crudzinski, além do próprio Sacilotto, foram homenageados com salas especiais.

Serviço: 
Onde: Casa do Olhar Luiz Sacilotto 
Quando: inscrições até 28 de janeiro de 2012 
Quanto: Grátis
Fonte: www2.santoandre.sp.gov.br (Daniela Mian)
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Veja a programação da 4º edição do Festival ABC do Som

Em meio a discussões calorosas que envolvem a produção cultural no país e principalmente no Grande ABC, no próximo domingo (04/12) a associação Cidadão do Mundo – de forma totalmente independente - dará inicio a quarta edição do Festival ABC do Som, com 6 dias de programação gratuita. Participam também da produção do festival esse ano os Coletivos NASA MARTE e RISO, o Ponto de Cultura Mistura & Gingada e os sites Pastilhas Coloridas e SP Cultural.

Nesta edição além da música e os habituais debates e palestras, o festival contará com uma programação voltada ao vídeo – marcando o retorno do cineclube Jairo Ferreira – com exibição de documentários ligados à região do Grande ABC e execução de uma trilha ao vivo para o clássico de Robert Wiene “O Gabinete do Dr. Caligari” de 1920.


Confira a programação completa do ABC do Som 2011

4/12 (Domingo) - Cidadão do Mundo (São Caetano do Sul)
13h  -  Abertura do festival + Almoço Coletivo
15h - Roda de Conversas: Articulação, Construção e Desenvolvimento Regional Cultural colaborativo com base na economia solidária + Apresentação do case da Associação Minha Rua Minha Casa (Economia Solidária) + Apresentação de um case de Economia Solidária dentro do Circuito Fora do Eixo + Discussão aberta para gerar encaminhamentos a serem trabalhados pós festival + Poesia com Helio Neri e Lari Germano 
17h - Sarau (microfone aberto) com a banda instrumental Laboratório fazendo a trilha

6/12 (Terça) – Tupinikim Bar (Santo André) Rua das Monções, 585
20h - Terça em Movimento do Coletivo NASA com show da banda Sem Gelo + Cinedoc: ABC do Som + Live Paint com DOES e GUETO + 3 Pilares e B8 apresentando: Dragões de Komodo e Mascote + Discotecagem de DJ NATOPK.

8/12 (Quinta) - Cidadão do Mundo (São Caetano do Sul)
20h - Bazart e Swing de Roupas: Um bazar com algumas novas marcas de roupas e acessórios do ABC, mais o Swing de Roupas que é um bazar de trocas "uma peça por uma peça", valendo não só roupas, mas acessórios, objetos em bom estado + Discotecagem Pastilhas Coloridas: Trilhas Clássicas de Cinema
22h - Exibição do filme "O Gabinete do Dr. Caligari" com a banda Marco Nalesso e A Fundação compondo a trilha sonora ao vivo

9/12 (Sexta) - Cidadão do Mundo (São Caetano do Sul)
20h -  Exibição do documentário 1ª CONCLAT + Discussão sobre o Doc
22h - Shows: Avante! (SBC), Anti-IMA (Sto André) e Glicerina (SP)

10/12 (Sábado)- Cidadão do Mundo (São Caetano do Sul)
17h - Oficina de Comunicação Online (Sp Cultural)
21h - Shows: Saturn (Sto André), Black Caesar (SP), Das Rua (SP) + 3 bandas

11/12 (Domingo) - Cidadão do Mundo (São Caetano do Sul)
15h - Oficina de Stencil e Grafiti (Monge, Petreca)
16h - Hip Hop e Ponto + Sarau na Quebrada: Batalha de Freestyle entre Mc's + Pocket shows da "nova geração" de Mc's do ABC.

Serviço:
Onde: Cidadão do Mundo - Rua Rio Grande do Sul, 73 centro SCS / Tupinikim Bar - Rua das Monções, 585 Bairro Jardim SA 
Quando: 04, 06, 08, 09, 10 e 11 de Dezembro
Quanto: Grátis
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Festival PIB traz formato e programação diferenciada na edição de 2011

Por Ana Mesquita | 

Inti Queiroz é uma das

idealizadoras e atual

curadora do PIB
Sim pessoas, o PIB – Produto Instrumental Bruto – terá uma edição esse ano. Acontecerá neste domingo, 27 de novembro, a partir das 14h30 num dos lugares mais charmosos e bacanudos da cidade de São Paulo: a Casa das Caldeiras. A edição desse ano terá um formato diferente dos anos anteriores e contará com diversas atividades, todas gratuitas, ao longo do domingo. Inti Queiroz é uma das idealizadoras do festival e atual curadora. Fizemos uma entrevista com a moça pra conhecer um pouco mais sobre esse festival tão importante e fundamental para a cena cultural do estado de SP, justamente por dar a possibilidade de palco para bandas pouco conhecidas do público paulistano. Neste ano o PIB está diferente. Saiba o porquê na entrevista abaixo.

Quanto tempo existe o PIB?

A idéia de fazer um festival instrumental surgiu em outubro de 2003. Estava em Porto Alegre num show da Pata de Elefante + Argonautas, numa noite incrível e senti que aquilo era novo e precisava ser mostrado. Ao mesmo tempo, algumas bandas de amigos tanto em São Paulo, como em Curitiba já traziam essa nova tendência instrumental, de mesclar estilos como rock ao tradicional instrumental. A idéia começou a crescer e aos poucos fomos descobrindo que existia uma cena se formando. Muitas bandas surgiram em nossa pesquisa. Porém naquela época não conseguimos fazer um festival. A idéia continuou crescendo, a pesquisa também, bem como a cena instrumental. Em 2006 nos inscrevemos no edital da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e dentre 200 projetos de festivais de musica levamos o segundo premio e assim fizemos a primeira edição em 2007 no SESC Pompéia.

Sempre dependeu de lei de incentivo pra acontecer?

As três edições anteriores usaram a lei de incentivo à cultura estadual. Nesta quarta edição não. Estamos fazendo o festival 100% independente, com uma pequena verba nossa e a ajuda de parceiros incríveis que estão cooperando de diversas formas. Trabalho ha mais de 10 anos com leis de incentivo e isso reforça esse uso da lei em nossas ações. Sempre acreditamos que usar verba de imposto para fazer arte seria uma forma de fazer uma revolução cultural. O PiB é um festival trabalhoso, feito com muito capricho, cheio de detalhes e que prima pela qualidade de equipamentos, profissionais, artistas, etc. Temos uma equipe grande, varias atividades além dos shows, achamos essencial termos grana para cachê de todos os artistas, oficineiros, debatedores, etc. , bem como para termos uma estrutura de qualidade. Apenas com o resultado da bilheteria seria impossível manter o PiB. Mesmo porque o valor do ingresso sempre foi quase que simbólico (nosso sonho é que o PiB fosse sempre gratuito, nessa edição estamos realizando de esse sonho de alguma maneira) Ao contrario de outros festivais que usam milhões para acontecer, a verba usada no PiB da lei é pequena. Tem gente que não entende como fazemos um festival desse tamanho com tão pouca verba. Mas temos consciência de que a verba é publica e o que importa é manter o PiB vivo.

Porque um festival de música instrumental?

Como disse antes, sentimos que existia algo de novo acontecendo. Que existia uma nova cena latejando, precisando ser mostrada. particularmente todos na equipe gostam muito de música, já trabalhavam com musica ha bastante tempo, e gostavam mais ainda de música instrumental. Já ouvíamos bastante e já frequentávamos shows de bandas instrumentais que apresentavam essa estética instrumental inovadora. Sabíamos que a música instrumental experimental e ligada à cena alternativa ainda não tinha nenhum festival. Um festival com uma estética que mesclasse sons pesados, toscos, experimentais, inovadores ao instrumental que até então só primava pela virtuose e pela perfeição sonora. O nome do projeto já mostra um pouco esse conceito. Mostrar um instrumental que vem do bruto e chega ao lapidado. Ou vice versa. Que entende a música como temas livres, passiveis de intervenções, de experimentações, de texturas, de improvisos. Uma cena de bandas e não de solistas, feito por uma geração nova, muitos deles nascidos no rock alternativo.

Qual a importância do gênero para a cena brasileira?

Nossa pesquisa indica que essa cena tem um marco zero por volta do final dos anos 90 com o surgimento das primeiras bandas. Até então eram bandas isoladas, não se usava o instrumental como conceito. Foi por volta de 2003/ 2004 que as primeiras bandas realmente começaram a adotar o instrumental como bandeira. A maioria delas era de rock, surf e de jazz experimental. A maioria, bem diferentes do tradicional instrumental brasileiro existente até então. E esse crescimento foi mais notável a partir de 2005. Dezenas de bandas PIPOCARAM pelo Brasil. Nosso acervo indica que mais de 300 bandas instrumentais existem no Brasil atualmente. Algumas em plano vapor, algumas em período de entre safra, mas existem. Não sei se posso dizer que é um gênero novo, afinal o instrumental sempre esteve aqui, desde o começo do século, desde o mestre Ernesto Nazareth, desde as valsas, choros, etc. Mas essa nova cena instrumental trouxe uma proposta que ultrapassou algumas barreiras estéticas. O tradicional aqui foi refutado de certa maneira, sinto uma revolução sonora... o que importa pra muitos é desconstruir estilos musicais. O que importa é experimentar. Mesmo as bandas que tem um estilo mais distinguível e tradicional, como o surf music por exemplo, tem ao mesmo tempo uma evolução dentro do som. Agregar novos instrumentos, novas propostas de composição. Todas buscam texturas, loucuras, expressões novas. O que importa não é a virtuose e sim agregar estéticas e integrar-se à cena com a desconstrução sonora de estilos canonizados. Acho que é essa a importância. Desconstruir criando e assim trazer novidade à mesmice musical brasileira.

Por que o festival desse ano não será como nos anos anteriores? Qual a maior dificuldade encontrada por vocês?

Esse ano não conseguimos aprovar o projeto a tempo nas leis de incentivo por conta de problemas internos na própria lei estadual. Acredito que isso ainda é nossa maior dificuldade. A burocracia e a morosidade das leis de incentivo. Ser um festival instrumental também é uma dificuldade para captarmos patrocínio em empresas. A maior parte das empresas não conhece a cena, não faz idéia da riqueza cultural da cena e de que existe sim um publico interessado. Esta edição é reduzida, mas não menos especial. Nosso projeto 2011 / 2012 ja contemplava um formato novo do PiB, onde teremos o festival + a tour pelo interior. Por isso optamos para fazer duas edições linkadas. A quarta edição acontece agora neste domingo, lançando o novo formato do Projeto, O "PIB Tour São Paulo" que tem inicio agora e acontecerá mesmo a partir do ano que vem. Além disso, essa edição no domingo, será uma boa forma de realizar um antigo sonho nosso, que é de juntar as bandas madrinhas no mesmo dia, as 4 bandas são vencedoras da edição anterior. E estarão juntas na grande festa na Casa das Caldeiras neste domingo.

Como foi a escolha das bandas que tocarão nessa edição? Quais os critérios de escolha?

Esta edição buscamos fazer um line up ideal. Trazer bandas que ha muito tempo estavamos de olho, trazer bandas bem novas e com propostas reveladoras, trazer bandas que agregassem à cena instrumental de alguma forma. O critério principal sempre foi e sempre será a música. Mas achamos importante observar as bandas como um todo. O festival chama-se Produto Instrumental Bruto não é por acaso. Entendemos as bandas atualmente não apenas como uma expressão estética, mas como um produto cultural. Para a curadoria produto não está ligado a mercadoria banda, muito pelo contrário, mas a forma que é produzido mesmo. Por isso observar tudo, não apenas o som é essencial. O material enviado, juntamente com a pesquisa que fazemos tanto na internet quanto vendo shows, perguntando a diversas pessoas de todo Brasil sobre cada banda é um ponto. Observar como a banda se produz é outro ponto. Observar como o publico recebe a banda é outro. Se a banda toca por ai, onde toca, com quem toca é mais outro. Enfim é uma somatória de vários pontos. Tem bandas que observamos desde 2007 e que finalmente entrarão na lista. Bandas que evoluiram muito em todos os pontos. Isso é muito gratificante!

Fale sobre a programação do dia 27 lá na casa das caldeiras.

A programação é bem variada. Teremos os shows das 4 bandas madrinhas: MAMMA CADELA, TRÊS CRUZEIROS, THE MULLET MONSTER MAFIA, HUEY. A partir das 15h30 acontece o debate sobre a musica independente com a presença dos Debatedores: Alex Antunes (jornalista e musico), Erick Cruxen (Banda Labirinto), José Júlio do Espírito Santo (jornalista), Bruno Kaskata (produtor), Amadeu Zoe (Espaço Serralheria). Além disso teremos exposições de vários artistas em diversas linguagens artísticas: Fotografia(Marília Vasconcellos), Xilogravura( Manuela Romeiro), Colagens (Bel Falleiros), Paisagismo(ACATU - Atelie de Cultura Ambiental e Tratamento Urbano), Skate(Zapata Boards), Escultura Cinética/Móbiles(Guga Landi), Escultura em Papel Marchê (Clau Carmo), Ilustração(Alex Senna), Video mapping (O Jardim elétrico). E pra rechear uma grande feira cultural o dia todo, com diversos tipos de produtos de arte, artesanato, moda, etc. 

Se quiser acrescentar mais alguma coisa fique a vontade!

Inti Queiroz: Pra terminar acho importante falar sobre a PiB tour São Paulo que acontece no ano que vem. Teremos shows em diversas cidades. Já fechamos 8 cidades até agora, mas isso deve crescer. Se alguma prefeitura, Secretaria de Cultura, etc de alguma cidade estiver em interessada em receber / apóia o festival entre em contato com a gente a partir de dezembro! festivalpib@gmail.com

Ana Mesquita é colaboradora do Pastilhas Coloridas e jornalista freelancer amante de cinema. Twitter: @anamesquitafoto
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Debate - Os novos rumos da Cultura: Gestão e produção cultural em rede

O Coletivo Marte junto ao Cidadão do Mundo e o Circuito Fora do Eixo promovem nessa quinta-feira (20) em São Caetano do Sul - SP um debate aberto e convida coletivos, artistas, poetas,bandas, jornalistas e pessoas com interesse nas mais diversas áreas da cultura para uma troca de idéias, experiências e vivências.

O principal objetivo é mapear os grupos e ações na região do ABC Paulista para assim potencializar as ações, para isso, além de Coletivos, agentes e grupos da nossa região, contaremos com a presença de Laís Bellini (Enxame Coletivo), agente da UniFDE, que colocará todo o conhecimento e métodos de trabalho do Circuito Fora do Eixo, que foram implantados pelo país a nossa disposição.


Serviço:
Onde: Cidadão do Mundo /Rua Rio Grande do Sul, 73, São Caetano do Sul - SP
Quando: 20 de outubro as 21hs
Quanto: Grátis
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Onde está Wally?!

 Por Claudio Cox

Nesse final de semana o Pastilhas participou de um debate sobre cultura coordenado pelo jornal ABCD Maior e mediado pela agente cultural Neusa Borges. O evento foi precedido por palestra de Célio Turino, criador do Programa Cultura Viva do Ministério da Cultura.

“Guerrilha Cultural” foi o tema escolhido para a discussão e entre os participantes estavam Neri Silvestre e Arnaldo Tifu, do ponto de cultura Mistura e Gingada de Santo André, Beto Teoria, coordenador de Ação Comunitária e Juventude da Prefeitura de Ribeirão Pires, Robson Timoteo, coordenador e fundador do Espaço Cultural Cidadão do Mundo de São Caetano do Sul entre outros jovens, trabalhadores que dedicam parte ou todo o seu precioso tempo em divulgar e disseminar arte e cultura para outros jovens, idosos e crianças.

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