Álbuns Clássicos - Blue Break Beats (Vol I, II, III e IV)

Em cada imagem uma surpresa...

Por Marcelo Mendez

Eu disse a um bom amigo meu que eu adoraria passar uns dias trancados dentro da Biblioteca do Congresso Americano e ele me falou “Imperialista!”

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Pois é... Não preciso mais ter saco pra conversinhas furadas, nem pra trotskista do balcão do bar do jacinto. Dei risada dessa porque o "autor" da pérola é amigo e ta valendo. Falava disso com ele porque o Rubão é um cara sangue "bão", metalúrgico na prática e não por “esteticismo” intelectual-pequeno-burguês, e que, assim como eu, gosta de umas quebradeiras jazzísticas, e lá, naquela biblioteca estão os mais fudidos classicões do gênero. Então, ele virou e me disse; “Eu me contentaria com aqueles vinis teu da blue note que tão jogado lá pro cachorro dormir em cima...” Bem, não tão jogado. Mas como o Rubão é meu amigo, o "ÁLBUM CLÁSSICOS" traz aqui uma daquelas séries de discos que redimem o preguiçoso diretor de casting das majors do mercado fonográfico.

BLUE BREAK BEATS

Então é assim negada, entre 1969 e 1973 as gravadoras de médio-grande porte gravaram um monte de jazzistas que flertavam entre o rock/jazz/funk e a estes, deu a alcunha de “groover’s”. Milhares dessas coisas ótimas estavam se perdendo pelos confins dos almoxarifados de gravadoras até que em 1989 a rapaziada de nova Iorque começou a fuçar os discos dos pais para descolar samplers para seus rap’s. Nascia assim o tal de Acid Jazz que o Miles Davis também mandou pro caralho em 1993. Mas vá lá... A boa coisa que rolou, foi o resgate desses discos perdidos que vos falo. Aí apareceu o cabra de visão

Bo Powell é o nome do fodão da Columbia que cuidava desses arquivos e que sacou que a garotada tava procurando cada vez mais essas paradas. Então não pensou duas vezes; Chamou Don Ellis pra uma curadoria e em 1990 lançou um Box com quatro discos reunindo o fino da quebradeira do final dos anos 60, começo dos 70. Era o nosso afamado BLUE BREAK BEATS.

Nesses discos tem Grant Green, Reubem Wilson, Lou Donaldson, Kauman Porter e outros maravilhosos jazzistas que se perderiam no tempo se não fosse a galera afiada e antenada do Digable Planets, US 3 entre outros. Milhares de boas coisas do hip hop americano foram produzidas a partir desses discos e esses beats. E chega de falação!

Agora é com vocês...



Marcelo Mendez é colaborador do Pastilhas Coloridas, filho da Dona Claudete, escritor, webmaster e um dos responsáveis pelo cineblog Bandidos do Cine Xangai.
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