Da sagração das ancas de Caroll Beker em prol do futebol brasileiro e o folk dos cafonas em Presidente Prudente...

Por Marcelo Mendez

Depois de um agradável final de semana de amigos e festejos cá estamos para comentar a rodada do final de semana na nossa futeboleira coluna Canela De Ferro. Vendo o rescaldo de tudo que aconteceu em nossos campos penso em algo que ouvi algum tempo em documentário sobre vida e obra de uma atriz mui peculiar, Caroll Baker.

A mocinha loira da Pensylvania, chamou atenção do mundo do cinema com seu peculiar sotaque de caipira, seus reluzentes olhinhos de virgem normalista, suas pernas sagradas e principalmente após o papel de uma ninfetinha safada no filme Baby Doll, de Elia Kazan. Quando perguntada sobre o trabalho a moça sem frescura alguma mandou:

“Quando eu tinha que fazer cenas mais apimentadas com Karl Malden, eu sentia um fogo emanando por todas minhas entranhas, tomando conta de mim por inteiro, tremia meu corpo todo de desejo...”

Bem, Karl Malden a parte, trazendo isso aqui para o nosso assunto em questão podemos dizer que para o bem de nosso futebol, para o deleite de nós todos apreciadores dos encantos ludopédicos, faz-se necessário que nossos atacantes sejam munidos desse mesmo sentimento quando o assunto for a feitura de gols.

Ora amigo leitor, veja se ele, reles cronista, não tem razão quando diz que o atacante tem que ter pelo gol, o mesmo desejo que o adolescente virgem tem pela sua primeira boca beijada. Vejamos...

No sábado em Barueri, diante da Ponte Preta, o aturdido Santos, ainda acometido de uma parestesia ludopédica após o cacete que levou final do ano passado em Yokohama do Barça, decidiu que deveria tentar recuperar a sua sanha por gols e espetáculo.


Por lá, não se viu os esquemas táticos mirabolantes de três zagueiros, dois alas, um libero e um contra filé com fritas... Tivemos uma tarde inspiradíssima de Ganso e Neymar, que acabou em retumbante 6x1 para o time de Vila Belmiro sem a menor chance de um regozijo para a macaca de campinas.

No mesmo sábado, Adriano, homem das mil faces de um Império que ora se fortalece, ora se encontra em ruína, pensou em todos os encantos da Serramalte, das cabrochas de sua Vila Cruzeiro e em mais todos os prazeres da carne diante do goleiro do Botafogo de Ribeirão Preto e meteu o 1x0 suficiente para dar três pontos para o Corinthians.

No domingo veio o Clássico entre São Paulo x Palmeiras em Presidente Prudente.

Essas duas equipes são mui distintas; o São Paulo com o técnico Emerson Leão, vive la sob o julgo do reinado da Corte de Rei JuJu e Algarves que a duras penas e a base de muita virada de mesa e muita maquiagem, tenta disfarçar o absolutismo do citado rei bufão ao dar um golpe no estatuto do clube para se perpetuar no poder. O Cafônico Rei de Morumbi e Orleans aparece de mês em mês para uma apresentação de stand up comedy ante uma plateia de abobados repórteres tontos falando um monte de asneira e nada de efetivo. Engana todo mundo e segue a balburdia...

O São Paulo não tem lateral direito desde 2005, não consegue mais ganhar nada, o time é uma bagunça tática e técnica em campo, tem uma zaga mais furada que ticket de dançarina do Cassino da Urca e nada de um bom padrão de jogo.

O Palmeiras, o meu Palmeiras, é uma zona. Outrora nos meus mais lúdicos sonhos de oriundi, cheguei a pensar que o Verde era uma Máfia. Passado o ludismo pude observar que a breguice instaurada por lá, nada tem de charmoso, de elegante de chique da Máfia. O Palmeiras me lembra uma briga de cantina da Mooca! Daquelas que o dono desconfia do genro que é gerente, que acha que o cunhado tem uma amante, cuja a esposa da pro fornecedor de mussarela, que sabe que o Dono mantém uma amante no bom retiro...

O time de Parque Antártica gastou o ano de 2011 todo para explicar as pataquedas de sua diretoria que não sabia contratar, que não se dava bem com o técnico, que odiava o atacante, enfim; Tudo isso ficou de lado ontem!

Tivemos um jogo de 3x3 onde finalmente os atacantes e os times num todo quiseram demais o gol. Com esse afã que acabei de dizer ser necessário. O Palmeiras com Barcos, assinalando duas vezes e Daniel Carvalho mais uma. O São Paulo que não tem la muitos atancantes, contou o Willian José, o único deles para fazer um; Fernandinho e Cicero aproveitaram as brechas das laterais Palmeirenses para fechar a fatura.

Acaba que o 3x3 foi um resultado justo, um jogo razoável até em meio a tanta pobreza de encanto em nossos campos. A Todos os técnicos professores fica a lição:

Ao invés de exibir gráficos para seus atacantes, exibam a cintura de Charlize Theron ou as pernas de Carroll Baker.

Ta comprovado que o resultado é mais eficaz...

Marcelo Mendez é colaborador do Pastilhas Coloridas, filho da Dona Claudete, escritor e um dos responsáveis pelo cineblog Bandidos do Cine Xangai.
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