Por Carolina Vitorino e Priscila Tâmara |
Já é de praxe ver uma ou outra peça de crochê na casa de um conhecido ou mesmo em casa, como uma toalha de mesa, um tapete ou até mesmo uma blusa, certo? Digamos que sim, se não tivéssemos conhecido os trabalhos da artista polonesa de 33 anos, Agata Oleksiak, mais conhecida como Olek.
Como tudo começou? Num dia de fúria, aos 17 anos, Agata resolveu raspar a cabeça, justo no inverno no Leste Europeu. Agora imagine o frio que essa menina passou na cabeça? O que a obrigou a fazer um chapéu de crochê, que por sinal, hoje a inspira a criar peças num exotismo inigualável.
Fascinada por crochê, diz que teve aulas de costura na escola, mas o crochê aprendeu na raça, o que a encantou, fazendo com que o envolvesse tudo que via pela frente, na cidade de Ruda Slaska, região da Silésia. Ainda tinha costume de costurar aqueles papéis de chocolate que eram jogados no lixo, o que chamou a atenção da professora de inglês, que disse: "a Polônia não está pronta pra você".
Será que foi um elogio? Levando a sério o assunto, em 2000, Agata deu a volta ao mundo, onde literalmente envolveu seus amigos no crochê dos pés à cabeça possibilitando uma exposição móvel no metro em Nova York. Olek declara ainda: “Não consigo resistir, tenho que transformar tudo”, o que fica evidente sua forte relação com a trama.
Será que foi um elogio? Levando a sério o assunto, em 2000, Agata deu a volta ao mundo, onde literalmente envolveu seus amigos no crochê dos pés à cabeça possibilitando uma exposição móvel no metro em Nova York. Olek declara ainda: “Não consigo resistir, tenho que transformar tudo”, o que fica evidente sua forte relação com a trama.
A primeira exposição solo de Agata, foi na Tony´s Gallery em Londres chamada de: Olek: I do not expect to be a mother, but I do expect to die alone (Algo como: “Olek: não espero ser mãe, mas espero morrer sozinha”, em português).
O trabalho de conclusão do curso na escola de cinema polonesa se chamou: “O Simbolismo dos Figurinos no Cinema de Peter Greenaway” (Escrito em polonês). E por falar em cinema, a artista ainda diz se inspirar até hoje nas cores do filme: “O Cozinheiro, o Ladrão, sua mulher e o Amante de 1989. Ela já foi crítica de cinema aos 17 e continua apaixonada por filmes, que faz seus crochês assistindo.
Até o quarto de Olek entrou na trama, ela transformou todos os objetos e até mensagens de seus ex-namorados e fez um cobertor produzindo o resultado do teste de doenças sexualmente transmissíveis de um deles, inclusive a parede em crochê, afinal, pra que papel de parede? Essa brincadeira não teve fim que em 2010 foi parar numa exposição em Nova York e em 2011 voltou com uma proposta diferenciada usando o crochê preto e branco, com o nome de “The Bad Artists Steal” (em tradução livre: “maus artistas copiam, grandes artistas roubam”, frase de Picasso, também usada de forma diferenciada por Banksy. Olek por sua vez “rouba” a frase e ainda assina após riscar em vermelho no crochê é claro, o nome do autor. Tudo isso, expostos na sala do nono andar na Rua 20, onde se concentra as artes da cidade.
Washington também levou a vez em julho de 2012, no Smithsonian, maior complexo de museus do mundo com a obra chamada: “Knitting Is for Pussies” (traduzido como: “tricotar é para amadores”). Ela até brinca explicando a diferença entre tricotar e fazer crochê e diz que tricotar é mais fácil e não exita em falar que prefere o crochê, até mesmo por admirar as agulhas de gancho, talvez pela dificuldade que isso proporciona.
Carolina Vitorino cursou Produção de Vestuário e atualmente se aprofunda em Modelagem. Priscila Tâmara estuda e trabalha com Modelagem Geométrica e cursou Merchandising p/ Varejo de Moda.


