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Noite Marakasi recebe Liquidus Ambiento

Formada em 2003, o Liquidus Ambiento usa e abusa de identidade em suas performances, uma combinação de música instrumental e eletrônica com influências de Dub, Nu Jazz, Afrobeat, Downtempo e Funk.

O grupo, que já se apresentou nos principais festivais de música eletrônica pelo Brasil e nos principais clubes de SP, toca hoje na Noite Marakasi produzida pelos Dj’s Ciriaco e B8.

Segue uma micro entrevista com San Bass, baixista e um dos fundadores do grupo:

Pastilhas: Recentemente a banda mudou de formação, isso resultou também em mudanças sonoras, em novas composições ou ainda é cedo para esse tipo de avaliação?

San Bass: Primeiramente... Salve, salve Pastilhas Coloridas!!! Pois é mudou, o que antes era para ser um grupo só de contra-baixo e bateria, na ocasião eu e Fernando Eguchi, e que passou por várias transformações, hoje se consolida numa formação mais envolvida com a sonoridade.

André Édipo, guitarrista que toca com Lulina e China, chegou junto com suas influências da cartilha Musical Pernanbucana e do Movimento Mangue Beat. Gil Duarte, tocávamos juntos no SoulZé, adora escrever e arranjar as composições, então, ele é a chave do grupo hoje tocando trombone e flauta trasnsversal e literalmente aDUBando no palco. Asnésio Bosnic, que toca sax barítono, acrescentou peso e idéias nesta sonoridade. O Pedro "Carioca", batera formado em Berklee, vem tomando frente nas composições também e pra completar o Heitor Matos tocando sitar sensibiliza com sutileza e idéias nesta atmosfera sonora.

O grupo com essa formação já tem sete composições novas entre outras que estão fluindo, e a nossa avaliação é que até o final do ano o grupo tenha pelo menos quinze músicas, que serão selecionadas pelo novo produtor musical para a gravação de um novo álbum no início de 2012.

Pastilhas: Houve um “boom” da música eletrônica em meados da década de 90 no mundo, o Brasil não ficou de fora e além de formar um circuito, principalmente em São Paulo, exportou DJ’s e etc. Como anda esse cenário hoje?

San Bass: “Boom” nas nossas cabeças, né mafreenn?!! Mas o cenário vive um momento interessante onde muitos produtores se destacam nessa E-Music. Estive gravando uns baixos para o disco do N.A.S.A. dos produtores e DJ's Zé Gonzales e Sam Spiegel, e eles são exemplo dessa nova fase no cenário dos grandes festivais, diria a diferença. A música é algo que não se define muito bem com tantas influências, gosto disso. Os produtores do Killer On The Dance Floor, que tocaram no SWU e que vão tocar no Rock in Rio, são fantásticos. Também tem as bandas que fazem essa fusão dos instrumentos eletro-acústicos somados a música eletrônica como se fazia nos anos 90, mas hoje menos pista e mais musical, a exemplo do General Elektriks que são ótimos. No Brasil os produtores de fora entendem que nós somos a bola da vez nessa renovação da E-Music e nesse novo cenário. Então o nosso nome é trabalho e vamos continuar compondo e produzindo.

Pastilhas: Quais os planos do Líquidos Ambiento ainda para esse ano?

San Bass: Os planos são: Focar no processo das novas composições, pré-produzir e entrar em estúdio para gravar as músicas e sentir como está soando. Fazer uma seleção de tudo e daí sim, entrar em estúdio valendo com o novo produtor musical. Mas isso já tem um formato, não iremos divulgar agora, mas aguardem que vai ser animal.

Pastilhas: O que podemos esperar da apresentação de hoje na Noite Marakasi?

San Bass: Hoje vai ser na pressão, estamos entusiasmados com as ultimas apresentações que fizemos na Virada Cultural Paulista no interior. Iremos tocar músicas do álbum de estréia, #mini.MONDO, e também composições novas. Teremos participação especial do Dj Tudo que vem se destacando na Europa com seu trabalho "Nos Quintais do Mundo". A idéia é esquentar esta noite de sexta-feira ao lado dos também Djs B8 e Ciriaco. Hoje o clima é de festa. Quem quiser subir no palco com a gente é só chegar. Então, se preparem que a Noite Marakasi vai ser em brasa.

Serviço: 
Onde: Noite Marakasi/Tupinikim Bar / Rua das Monções, 585 -SA 
Quando: 20 de maio às 23hs 
Quanto: $13 / primeiras 20 mulheres free
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Guizado na Noite Marakasi

Guilherme Menezes, mais conhecido como Guizado, iniciou seus estudos aos 14 anos de idade, com Guitarra e bateria, sendo que aos 17 anos passou definitivamente para o trompete. Formou-se Bacharel em trompete pela Faculdade Santa Marcelina.

Como músico profissional atuou em diversos trabalhos como: Elza Soares, Lulu Santos, Nação Zumbi, Cidadão Instigado, Karina Buhr, Céu, Curumin, Mauricio Takara, Instituto, entre outros.

Atualmente, além, de atuar em diversos trabalhos, tem se dedicado à carreira solo, liderando a banda que também responde pelo nome Guizado, na qual atua, não somente como trompetista, mas como arranjador, compositor, produtor e idealizador de todo o trabalho e conceito.



Serviço:
Onde: Tupinikim Bar / Rua das Monções, 585 AS
Quando: 25 de março às 23:00hs
Quanto: $15 / primeiras 20 mulheres free
Fonte: Guizado
Share:

As noites de sexta não são mais as mesmas... Ainda bem!

João Ciriaco nas pick-ups
Já virou tradição a festa comandada pelos Deejays B8 e João Ciriaco toda sexta feira no Tupinikim Bar em Santo André, a tal da “Noite Marakasi”. Na verdade é um verdadeiro oásis sonoro no deserto da chatice musical que assola as noites aqui da região. Uma seleta cuidadosamente arquitetada de grooves, do hip hop ao jazz, música jamaicana, passando por brasilidades e latinidades com um pitadinha de rock and roll.

O Pastilhas conversou com um dos comandantes do barco, o Deejay e instrumentista João Ciriaco, pra saber qual é a dessa festa. Dá uma sacada:

De cara eu gostaria que você falasse pra gente por que noite “Marakasi” e como surgiu a idéia desse projeto?

Este projeto já existe há um tempo, cerca de 2 anos. Foi na antiga administração da casa que comecei as atividades. No inicio durante 1 ano e meio fiz sozinho a noite e nos últimos seis meses mais ou menos, depois que mudou a administração da casa, chamei o meu grande amigo e parceiro B8 pra fazer comigo a noite. Mas na antiga administração não tinha o controle da programação da noite, só fazia a discotecagem. Agora temos a direção da noite na nossa mão. Autonomia total! Que era o que estava faltando. Marakasi é um ritual indigina do Povo Iny mais precisamente da tribo Javaé. Significa festa da alegria, celebração.

E essa diversidade ritmos no cardápio? Como vocês conseguem dar unidade nisso tudo?

Rola sempre uma progressão na noite. Começamos com algo mais leve, as vezes jazz ou uns rare grooves. Passamos por uns latin, do latin dá pra ir pra um latin funk aí cai no funk que dá pra ir para algo mais hip-hop, ai pega fogo com uns breaks, boogies e por aí vai... Mas não segue uma regra pré estabelecida...Depende muito da noite e da atração convidada.

Além das discotecagens de vocês, a festa conta também com várias participações especiais; bandas, outros deejays, mc’s e por aí vai. Fale de alguns nomes que já passaram e dos que ainda irão passar pela noite Marakasi.

Temos nomes importantes da cena atual. Já passaram por aqui: DJ Marco (Céu) Slim Rimografia, a consagrada festa “Rinha dos Mcs” com Criolo Doido e DJ Dan Dan. DJ Soneca aka Trotter que é um DJ pioneiro na cena nujazz e nufunk, e foi o primeiro a tocar este estilo que ainda é muito pouco conhecido principalmente aqui no ABC, mas é bem estabelecida nos EUA e principalmente na Europa. A banda de jazz funk Martinez, a nova banda Bixiga’ 70 que é de afrobeat e na última semana por exemplo tivemos uma banda formada recentemente também que é ótima, o Bonjour Pará. Formada por ex-integrantes do Monjolo, Soul Zé, o som dos caras é excepcional, lambadas, carimbó, cumbia... E tem também ótimas bandas que são aqui do ABC mesmo como o Lamartino, Grooves & Afins e Sambana Club.

Tem mais coisas por vir, sexta agora dia 11 tem Os Haxixins, ainda em fevereiro o rapper Ogi, em março Guizado, a festa Sintonia com KL Jay, a diva do trip-hop Claudia Dorei e por aí vai..

E o público? Quem tem freqüentado a festa? É comum por aqui nos bares e afins, a programação musical manter o “time que está ganhando”, ou seja: música de FM e outras babas. Vocês foram totalmente contra esse conceito, e provam que existe vida após a mesmice. Sei que a concorrência está aumentado, até fila de espera na porta eu já presenciei.

A noite esta cada vez mais bacana, mas o público no ABC em sua grande maioria é fechado. Estamos conseguindo atrair um público que realmente esta de peito e mente aberta pra curtir a festa.

Em sua maioria festas pra galera no ABC lotar e achar legal, tem quer ser de hip-hop e dub. Nossa festa não é de hip-hop e nem de dub, a gente toca e gosta destes gêneros, mas nossa missão maior é abrir a mente da galera. É uma missão difícil mas a gente não desiste. A nossa festa não tem concorrência pelo menos no ABC. Modéstia á parte estamos um pouco mais a frente do que essa mesmice toda. O que rola no ABC atualmente é festinha de hip-hop, que é legal e tudo mais, mas essa não é nossa proposta.

Fale um pouco do seu trabalho como Deejay, O B8 é integrante do Projeto Nave e você já foi integrante do Pedra Branca, qual é a diferença de um Deejay de banda e um Deejay de pista? Sei que é covardia, mas... O que você mais gosta de fazer?

O DJ B8 tá com certeza entre os tops DJs do Brasil ele tem muita técnica sabe realmente do assunto. Quem conhece sabe que o menino manda muito bem.
Eu só me aventuro, minhas mixagens são mais conceituais...(risos)

Dj´s de banda às vezes usam mais dos artifícios de colagens, texturas e programações, já na pista a gente tenta manter o bpm e manter a pista funcionando. É mais improviso. Em banda já é tudo ensaiado tem as partes do DJ.

No atual momento eu fico com a opção pista... DJ de pista é o meu favorito.

E o mercado dos vinis? Aqui no Brasil esse revival só fez inflacionar os preços, como você tem se virado?

Faz um tempinho que não compro vinil. A grana ficou curta nestes últimos meses. Só compro nos EUA e alguma coisa da Europa também, pois sai mais barato que aqui. Um vinil que o pessoal vende por R$70, R$90 sai na gringa por 10/15 dólares, nem R$30 reais.

Mas o maior problema que eu vejo é que aqui não tem o que eu realmente gosto, algo que realmente me surpeenda na linha que eu faço, Funk/Latin/Break. Aqui você acha só as babas destes gêneros... Mas música brasileira vale a pena, muitos vinis raros, aí sim tem bastante. Mas o preço é alto.

Você sabe que aqui no Pastilhas temos um quadro, “Os malditos seguidores do groove”, que foi inspirado numa frase sua né?! Só pra não perder o costume, fale de alguma “nova descoberta” ou de coisas que você tem escutado ultimamente.

Podes crê! Mandei essa frase numa conversa com o Vinicius. Demais vocês terem usado. Vou citar algumas tracks que não são tão novas assim, mas eu resgatei essa semana algumas e tenho escutado bastante, e outras sempre que possível eu toco nas festas.

Ursula 1000 – Eletrik Boogie
Bronx River Parkway – El Resbalon
New Master Sound – Idris
The Hi fly Orchestra – Gettin´ Down
Kutiman – No Groove Where I Come From
Mo Horizons – Cha Cha Cha

Valeu João, parabéns pelo trabalho e vida longa a “Noite Marakasi”...

Apareçam nas festas!!
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