![]() |
| Divulgação |
Dentro da SEMANA MAQUINADO, conforme havíamos prometido, batemos um papo rápido com Lúcio Maia, o frontman da banda.
Vale a pena conferir!
Fale um pouco sobre o novo álbum, Mundialmente Anônimo? Como foi o processo de composição e qual a diferença dele para o primeiro trabalho do MAQUINADO?
A maneira como foi criado e gravado faz o diferencial dos dois discos. O primeiro foi produzido 90% dentro de minha casa e teve 15 participações especiais. O segundo eu gravei em um estúdio com banda e uma única participação especial.
No Mundialmente Anônimo o conceito de afro-futurismo, ao meu ver, teve um papel muito importante, mais até do que em outros trabalhos que você tenha feito.
Você concorda com essa afirmação? Se sim, diga sobre como isso lhe interessa pessoalmente.
Sempre fui afrofuturista. Desde o primeiro disco que gravei em minha vida, o Da Lama ao Caos.
O vídeo de Dandara foi dirigido pelo Fernando Sanches, que é um camarada nosso das antigas aqui de Santo André. Como foi o processo criativo, você chegou com a idéia central, e foi desenvolvido pelos dois? Conte um pouco.
Foi desenvolvido pelos dois. Fernando tem o estilo stop-motion que eu curto muito. Pensamos em fazer um clip com efeitos de caleidoscópio anos 70, tipo clip do fantástico.
Uma curiosidade. A guita que você aparece tocando no vídeo é uma Zimgar anos 60. Você tem muitas guitas? Quais suas preferências? Essa guita num é do Catatau (Cidadão instigado)...rsrsrs
É sim. Fiquei um período com ela pra ver se comprava, mas não rolou. Tenho um set de 15 gts, dentre elas fenders, gibsons, kents, gianninis e hofners.
Você é considerado um dos mais influentes guitarristas da sua geração, como é lidar com isso e quais foram as suas influências no instrumento, tanto aqui como na gringa?
Tenho mais influência da literatura no meu instrumento do que da música.
![]() |
| Zimgar anos 60 |
Com quem você gostaria muito de fazer um som e ainda não rolou oportunidade?
Muita gente. Toquei com grandes nomes e desconhecidos. O que importa é a música sempre estar em primeiro plano, daí não importa com quem vc toque.
Que músicos/bandas desta última década você destacaria?
Gosto muito dos cearenses que moram em São Paulo: Catatau, Regis Damasceno, Rian Batista, Jr Boca, Dustan Gallas. E mais outros por aí.
Como você vê essa encruzilhada em que se encontra o mercado musical atualmente?
Com péssimos olhos. Sinto que a música vai ser renovada como sempre foi, mas esses executivos tão fodidos.
O Mundialmente Anônimo está disponível para download no seu site, que inclusive é bem interessante. Como você enxerga essas novas formas de relação com a música? Compra discos ou cds ainda?
Vinil é muito, CD não. Gostaria de poder vender o cd, mas ninguém quer comprar. Então disponibilizo no meu site e espero as pessoas virem para o show, que é realmente o que interessa.
Essa será a segunda apresentação do MAQUINADO aqui em Santo André, e você já esteve por aqui outras vezes junto à Nação Zumbi. Qual é sua impressão (artística, social, política) sobre a região do ABC? O que a galera daqui do ABC pode esperar do show dia 11 no Tupinikim Bar?
Não faço uma distinção tão aguçada dos amigos paulistas. Moro na zona oeste, mas do outro lado do rio é Osasco. O ABC é SP pra mim do mesmo jeito. Adoro esta cidade. Sempre gostei. Vou mandar tudo o que sei no show, pois estou sem tocar o Maquinado desde junho, quando toquei em Rec. Parei para fazer a tour americana do Almaz.
Pra finalizar. Se você pudesse sintetizar uma pastilha, que tomando lhe desenvolvesse uma nova aptidão ou te desse um super-poder, do dia pra noite, que aptidão ou poder seria esse? E qual a cor da pastilha?
Já tomei algumas pastilhas para super poderes antes e de muitas cores diferentes. Ter super poderes dá um trabalho do inferno. Não é pra mim.

