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Mais Femi Kuti, Maquinado, M.Takara3 em Santo André

Promessa é dívida, então ai vai mais algumas fotos e vídeos da noite de domingo...

M.Takara3...



Maquinado...

E Femi Kuti, por Adriana de Barros.



Pra quem não conseguiu ir domingo, separamos alguns bons momentos pra vocês (tem meia horinha de Femi Kuti). Todos gentilmente filmados pelo nosso parceiro Leonardo Koga. 

É só dar o play!!!




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A África em Santo André - Femi Kuti, Maquinado, M.Takara3

Domingo, segundo dia do Festival "Batuque - Conexão África-Brasil".

A parte brasileira do festival trabalhou direitinho e não deixou por menos. M.Takara3 e Maquinado fizeram excelentes apresentações, recheadas de convidados como B Negão, Thaíde, Rodrigo Brandão entre outros, e aqueceram a galera que estava ansiosa em receber o convidado especial.

Ai então a África desembarcou aqui na área, na figura de Olufela Olufemi Anikulapo Kuti, mais conhecido com Femi Kuti. O herdeiro direto do afrobeat aprendeu direitinho com o pai e simplesmente "destruiu" o SESC Santo André, botou tudo a baixo. Com uma banda impecável, que não veio pra brincadeira e tocou com força e fé, o Nigeriano comandou o espetáculo sem poupar energia, e presenteou a galera com uma noite inesquecível.

Dá uma olhada ai.

Comecei registrando o M.Takara3, que fez um instrumental finíssimo...



Em seguida Lucio Maia com seu Maquinado...






Ai o "home" entrou em ação. Daqui em diante as fotos são da nossa amiga Adriana de Barros...







...e claro, nosso momento Amaury Jr...

Dengue, da Nação Zumbi
A atriz Cris Couto



Nossa amiga Lovely Rita e B. Negão
Por enquanto deixo vocês com um vídeo do maquinado, feito pelo Leonardo Koga. 



Logo postaremos mais vídeos e mais fotos. Já Já...guenta ai!!!
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Sábado, música, amigos e Maquinado até o sol raiar

Sábado rolou aqui em Santo André, no Tupinikim Bar, a apresentação do Maquinado. Sobre isso podemos falar muitas coisas, até de São Pedro que ajudou deixando a temperatura agradabilíssima. Mas acho interessante destacar dois pontos.
O primeiro deles é que saindo do circuito SESC (muito bom) e prefeituras (nem tanto assim), é interessante saber que uma casa como o Tupinikim Bar esteja trabalhando para trazer bandas do nível do Maquinado aqui para região, mantendo uma proposta musical de qualidade. É claro que não podemos deixar de dizer que há tempos o Tupinikim investe nisso, e que por lá podemos ver ótimas bandas da região, como Projeto Nave, Otis Trio, além de rolar sempre uma ótima discotecagem. Mas o fato é que de uns tempos pra cá o Tupinikim se preparou, em termos de infraestrutura, para poder abrigar apresentações maiores, passando assim a oferecer um espaço melhor tanto para o público, como para os músicos.

B8 nas pick ups
Além do Maquinado, já passaram por lá Lurdes da Luz, Rodrigo Brandão, Maurício Takara, Buguinha, EMICIDA, Flora Matos... Nomes que valorizam ainda mais a casa e também as bandas aqui da região que tocam por lá, sendo que os responsáveis pelas mudanças no Tupinikim, Paulinho, Gugu e Ricardo, pretendem continuar nessa linha e com certeza em breve teremos boas novidades.

O outro ponto e esse o melhor, foi à noite, claro. Tudo começou com o DJ B8, como sempre segurando a onda com o melhor do hip-hop, soul, R&B e tudo mais o que tinha direto até o Maquinado subir ao palco lá pela uma da madruga. Dali em diante a galera presenciou uma apresentação vigorosa e cheia de referências e efeitos, a banda (Regis Damasceno - baixo; Beto Gibbs - bateria; Gustavo Dalua - Percussão; PG - DJ) tocou redondinha, com Lucio Maia e sua criatividade peculiar na guitarra, usando e abusando da tecnologia, criando texturas e ambientes diferentes a cada som. As músicas "Dandara" e "Pode dormir" foram os pontos altos, mas rolou muito mais, de Baden Powell a Sabbath, passando por Hendrix, Nelson Cavaquinho e João Donato.

João Ciriaco esquentando a pista
A Galera cantou junto, curtiu, interagiu e desse jeito foi até o show acabar, momento esse que entrou em cena o DJ João Ciriaco, com a ingrata missão de manter a galera na pista, o que fez com maestria. Após o último acorde da banda, já soltou a versão arrebatadora do Apples para "Killing in the name" do Rage Against Machine, e dali em diante foram vários petardos, um atrás do outro, fazendo a alegria das meninas que dominaram a pista. Enquanto isso, no lounge, a banda se refazia e colocava a conversa em dia com os fãs.

Hoje Lúcio nos falou um pouco sobre o que achou de tudo: “Essa movimentação de Sto André me lembra muito Recife nos idos de 90. Bandas querendo tocar, público querendo ver e casas investindo em música ao vivo. Fiquei feliz demais”.

Enfim, uma ótima noite de celebração entre amigos, com boa música, ao vivo e nos toca discos. Aqui vão algumas fotos, quem quiser ver mais, pode dar uma olhada nas fotos da Maristela Raineri (nossa mais nova colaboradora), na nossa galeria. É só clicar aqui e ver se você não apareceu em alguma delas.














Até a próxima...
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Maquinado ontem no Tupinikim...

O show ontem no Tupinikim foi de primeira. Sem palavras.

É muito bom poder ver bandas como o Maquinado, tocando aqui na área e ter a oportunidade de curtir junto com a galera.

Vai aqui agradecimentos especiais pra rapaziada do Tupinikim, Ricardo, Paulinho e Gugu, que nos receberam muito bem e deixaram o Pastilhas Coloridas a vontade pra cobrir a apresentação, e também ao Fernando Rios que possibilitou o contato do Pastilhas com o Lúcio e com o pessoal do Tupinikim.

Logo mais vamos colocar as fotos e tudo mais no ar. Por enquanto fiquem com essa tosquinha que eu tirei com o celular, só pra dar um gostinho...

Assinatura do Lúcio e do Maquinado no painel da fama. Nove anos depois das torres gêmeas caírem
eles botaram pra quebrar no Tupinikim...

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Semana MAQUINADO: Releituras

Um grande barato nas apresentações do MAQUINADO são as releituras que aparecem no set de cada show. Além das que foram encartas no disco novo, caso de “Super Homem Plus” do Mundo Livre S/A e “Zumbi” de Jorge Ben, podem aparecer no palco: “Are you Experienced?” da The Jimi Hendrix Experience , “Je t'aime moi non plus” do francês Serge Gainsbourg, “Computer Love” do Kraftwerk e por aí vai ...

Numa apresentação no Estúdio Showlivre em junho passado, quem apareceu foi “I and I Survive” da clássica banda de hardcore norte-americana Bad Brains. Quem sabe ela não apareça hoje à noite no set do Tupinikim...

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Semana MAQUINADO: O futuro não é Vortex

O futuro já chegou aqui e é passado. Tudo o que esperávamos era uma nova denominação para rotulá-lo, coisas de aficionados por ordem talvez. A música desse futuro pode facilmente atender pela alcunha de MAQUINADO, um dos projetos do guitarrista pernambucano Lúcio Maia.

Os Beatles deram outro significado para música moderna nos anos 60 com “Tomorrow Never knows”, a última faixa do álbum “Revolver” de 1966. Na Alemanha alguns anos mais tarde, o Kraftwerk levando ao pé da letra o título da canção dos ingleses, compôs nos anos 70 as músicas que ouviríamos agora em 2010. Enquanto isso aqui no Brasil, um carioca dava a sua singela contribuição à humanidade, de maneira ainda tímida no começo, reinventou o samba e mais tarde nos anos 70, já amplificado, com "Umbabarauma", a nossa “Tomorrow Never Knows”, estabeleceu na música brasileira um novo ponto de partida. Esse moço respondia pelo nome de Jorge Ben.

Lúcio Maia sabe contar essa história de cor e salteado. Responsável pelas guitarras da também inovadora Nação Zumbi, o músico abusa ainda mais do conceito “sem fronteiras”, revigorado pela independência de criação que o trabalho solo proporciona, transforma um clássico desse mesmo Jorge Ben gravado há quase 40 anos em um passeio interplanetário, com Bootsy Collins e Jackson do Pandeiro sentados no banco do passageiro.

No caminho encontram “Dandara”, se apaixonam e reescrevem a história mais uma vez, só que agora com os verdadeiros heróis sendo aclamados. Tristeza não paga dívidas, declama entusiasmado na seqüência em “Bem vinda ao Inferno”, arrancando com as mãos sorrisos dos astronautas pegos de surpresa. Esse sorriso continua quando Fred Zero 04 aparece totalmente diferente, imaginável até, mas nem por isso menos surpreendente, em “Super Homem Plus”. O final do passeio é no concreto.

Essa é parte da viagem em “Mundialmente Anônimo - O magnético sangramento da existência”, segundo vôo de Lúcio em sua armadura de lata, lançado esse ano e com destino ainda não detectado pelos radares. Para quem quiser embarcar , a passagem é gratuita e pode ser retirada no site do comandante (www.maquinado.com.br).
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Semana Maquinado: Entrevista com Lúcio Maia

Divulgação
Dentro da SEMANA MAQUINADO, conforme havíamos prometido, batemos um papo rápido com Lúcio Maia, o frontman da banda.

Vale a pena conferir!

Fale um pouco sobre o novo álbum, Mundialmente Anônimo? Como foi o processo de composição e qual a diferença dele para o primeiro trabalho do MAQUINADO?

A maneira como foi criado e gravado faz o diferencial dos dois discos. O primeiro foi produzido 90% dentro de minha casa e teve 15 participações especiais. O segundo eu gravei em um estúdio com banda e uma única participação especial.

No Mundialmente Anônimo o conceito de afro-futurismo, ao meu ver, teve um papel muito importante, mais até do que em outros trabalhos que você tenha feito. 
Você concorda com essa afirmação? Se sim, diga sobre como isso lhe interessa pessoalmente.

Sempre fui afrofuturista. Desde o primeiro disco que gravei em minha vida, o Da Lama ao Caos.

O vídeo de Dandara foi dirigido pelo Fernando Sanches, que é um camarada nosso das antigas aqui de Santo André. Como foi o processo criativo, você chegou com a idéia central, e foi desenvolvido pelos dois? Conte um pouco.

Foi desenvolvido pelos dois. Fernando tem o estilo stop-motion que eu curto muito. Pensamos em fazer um clip com efeitos de caleidoscópio anos 70, tipo clip do fantástico.

Uma curiosidade. A guita que você aparece tocando no vídeo é uma Zimgar anos 60. Você tem muitas guitas? Quais suas preferências? Essa guita num é do Catatau (Cidadão instigado)...rsrsrs

É sim. Fiquei um período com ela pra ver se comprava, mas não rolou. Tenho um set de 15 gts, dentre elas fenders, gibsons, kents, gianninis e hofners.

Você é considerado um dos mais influentes guitarristas da sua geração, como é lidar com isso e quais foram as suas influências no instrumento, tanto aqui como na gringa?

Tenho mais influência da literatura no meu instrumento do que da música. 

Zimgar anos 60
Com quem você gostaria muito de fazer um som e ainda não rolou oportunidade?

Muita gente. Toquei com grandes nomes e desconhecidos. O que importa é a música sempre estar em primeiro plano, daí não importa com quem vc toque.

Que músicos/bandas desta última década você destacaria?

Gosto muito dos cearenses que moram em São Paulo: Catatau, Regis Damasceno, Rian Batista, Jr Boca, Dustan Gallas. E mais outros por aí.

Como você vê essa encruzilhada em que se encontra o mercado musical atualmente?

Com péssimos olhos. Sinto que a música vai ser renovada como sempre foi, mas esses executivos tão fodidos.

O Mundialmente Anônimo está disponível para download no seu site, que inclusive é bem interessante. Como você enxerga essas novas formas de relação com a música? Compra discos ou cds ainda?

Vinil é muito, CD não. Gostaria de poder vender o cd, mas ninguém quer comprar. Então disponibilizo no meu site e espero as pessoas virem para o show, que é realmente o que interessa.

Essa será a segunda apresentação do MAQUINADO aqui em Santo André, e você já esteve por aqui outras vezes junto à Nação Zumbi. Qual é sua impressão (artística, social, política) sobre a região do ABC? O que a galera daqui do ABC pode esperar do show dia 11 no Tupinikim Bar?

Não faço uma distinção tão aguçada dos amigos paulistas. Moro na zona oeste, mas do outro lado do rio é Osasco. O ABC é SP pra mim do mesmo jeito. Adoro esta cidade. Sempre gostei. Vou mandar tudo o que sei no show, pois estou sem tocar o Maquinado desde junho, quando toquei em Rec. Parei para fazer a tour americana do Almaz.

Pra finalizar. Se você pudesse sintetizar uma pastilha, que tomando lhe  desenvolvesse uma nova aptidão ou te desse um super-poder, do dia pra noite, que aptidão ou poder seria esse? E qual a cor da pastilha?

Já tomei algumas pastilhas para super poderes antes e de muitas cores diferentes. Ter super poderes dá um trabalho do inferno. Não é pra mim.
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Semana MAQUINADO!

Essa semana o Pastilhas terá uma programação especial voltada ao projeto solo do guitarrista da Nação Zumbi, o pernambucano Lúcio Maia.

O músico traz o “MAQUINADO” para o palco do Tupinikim neste sábado dia 11, em show de divulgação de seu mais novo trabalho: Mundialmente Anônimo - O Magnético Sangramento da Existência, lançado em março deste ano.

Preparamos uma série de postagens dedicadas ao projeto, todas devidamente endereçadas no banner: SEMANA MAQUINADO, e envolvendo influências musicais, vídeos, resenha sobre o disco novo e uma entrevista exclusiva com o músico.

Começaremos aqui a “Semana MAQUINADO” com o primeiro vídeo clipe do projeto, lançado em 2007 junto ao também primeiro disco: “Homem Binário”. A música escolhida para ir as telas foi “Sem conserto”, que ao lado de “Vendi a Alma” conta com os vocais de Lúcio. A faixa sintetiza o lado “mais orgânico” do álbum, que veio cheio de eletrônica e participações especialíssimas, entre elas o rapper carioca Speedfreaks (que foi brutalmente assassinado em março desse ano em Niterói, RJ), na faixa “Tá Tranqüilo”.

O vídeo de “Sem Conserto” foi dirigido por Fernando Sanches, andreense que dirigiu também vídeos para a Nação Zumbi e Mombojó, e foi premiado em Cannes com o vídeo de animação “Xixi no Banho”.

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Eu e Jorge, Jorge e Eu

Lembro-me perfeitamente o dia em que coloquei “A Tábua de Esmeralda” do Jorge Ben na vitrola. Bom, não era exatamente uma vitrola. Estávamos no começo dos anos 90 e uma nova tecnologia surgia e enlouquecia a cabeça dos amantes da música. Essa “coisa” que hoje em dia quase não tem mais significado chamava-se Compact Disc, ou simplesmente CD. Era uma loucura pular de uma faixa para outra, ouvir o disco em ordem aleatória e outras “comodidades” que uma boa propaganda faz você enxergar mesmo que elas sejam insignificantes. Voltando à música, conheci o “Babulina” via Mutantes, estava besta com o primeiro disco dos caras, “Os Mutantes” de 1968, um dos discos mais importantes da minha vida, e cuja segunda faixa era da autoria de um tal de Jorge Ben. É claro que já havia escutado aquele nome e visto aquele cara, mas até aí...

A saudosa revista BIZZ publicou nessa mesma época uma matéria falando sobre o relançamento em CD dos doze primeiros discos de Jorge Ben, a famosa “fase doirada” que começa em 1963 com “Samba Esquema Novo” e vai até 1976 com o fabuloso “África Brasil”. A reportagem trazia um release de cada álbum e de quebra a biografia do pai das crianças, que a pouquíssimo tempo havia mudado de nome por causa de direitos autorais, respondia agora sob a alcunha de Jorge Ben Jor, e voltava as paradas de sucesso com a música “W/Brasil”, canção feita a pedido do amigo Washington Olivetto.

Depois da leitura fui à caça e consegui comprar dois álbuns: “Big- Ben” (1965) e “ A Tábua de Esmeralda”(1974). O primeiro devo confessar, não bateu não! “Big-Ben” tem uma linguagem mais jazzística, e para um cara que a menos de dois anos dali só escutava Ratos de Porão e Cólera era pedir demais. Fui tentar o outro, a vontade já era de voltar na loja e trocar por um outro título “mais sujo e agressivo”, quando os primeiros acordes de “Os alquimistas estão chegando” começaram a sair das caixas. Opa! Espera aí! Alguma coisa me pareceu familiar, era como se eu já conhecesse aquele som e não me lembrasse de onde. De cara pensei nos Mutantes, “Minha Menina” a faixa que eles gravaram no primeiro álbum, além de ter sido composta, tinha a participação secreta de Jorge Ben no violão. Só poderia ser isso, conclui. Mas a explicação para aquela sensação estava além de uma simples associação, e não seria em alguns minutos que ela se revelaria. O disco continuou e quase sem perceber ouvi inteiro.

Hoje vejo com mais clareza aquele meu momento de transição musical, onde “A tábua de Esmeralda” pode considerar-se o ponto de partida para um outro universo, além da distorção e da gritaria, claro que os Mutantes fazem parte disso, mas por mais inovadores e transgressores que tenham sido, a música deles tinha como base o rock and roll, o que era bem mais fácil de ser assimilado por esse “Pastel” aqui. A música de Jorge Ben não era Bossa Nova, não era Samba, não era Jovem Guarda, foi considerada tropicalista por alguns, mas na verdade era tudo isso e mais um pouco. Era o quadrinho do “Thor”, como confidenciou certa vez ser sua leitura predileta e uma de suas influências, ou o sonho de jogar futebol traduzido em acordes de violão e da mais simples e inocente poesia. Simples como era a música dos Ratos de Porão e do Cólera.

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DEVO, não vou negar !

Com o nome tirado do conceito “de-evolution” apresentado no livro “The Beginning Was the End: Knowledge Can Be Eaten”, cuja a idéia fala que, ao invés de evoluirmos, a mentalidade humana regride, o DEVO foi uma banda impar na história do rock.

A banda lançou alguns singles por um selo próprio no início da carreira, isso em meados dos anos 70, e começaram a chamar a atenção do público e da critica especializada. Em 1976 os rapazes ganharam um prêmio pelo curta-metragem: The Truth About De-Evolution. O filme impressionou além dos jurados, outros dois figuras de respeito: David Bowie e Iggy Pop. Com uma pequena ajuda dos novos fãs, o contrato com a gigante Warner foi um pulo.

Foram oito discos lançados até 1990, quando a banda desapareceu do mapa. Ressurgiram em 2010 com “Something for Everybody”, sério candidato a disco do ano.

Se quiser tentar entender o DEVO, veja esse projeto do jornalista Caio Melo Martins: “Devo Inc , uma utopia às avessas”

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