As aventuras de Elsa Villon no bico do Tuiuiú

Por Elsa Villon

Tuiuiú, também conhecido como tuim, é o apelido para o jaburu – ou jaburi no sul do Brasil. É também o nome da operação que vai levar a proto-jornalista que vos escreve para Porto Esperidião, no Mato Grosso pelo Projeto Rondon.

Desde a década de 70, o Rondon auxilia cidades menos desenvolvidas no norte e nordeste do país. Em parceria com universidades, é hoje menos assistencialista para tomar o caráter social. Mais do que óculos ou próteses dentárias, o projeto quer levar os princípios de sustentabilidade e desenvolvimento para onde, às vezes, não há água e saneamento. E aprender como cafuzos, caboclos, brancos e mestiços se viram no meio disso tudo.

Pego carona no vôo da FAB para trazer essa coluna sobre a cultura que não é digital, não é virtual, é de cipó, de pau a pique, de palafita. Que é milenar, é regional e é universal.

Viver no meio dos indígenas e/ou bolivianos durante uma semana, tomar banho gelado no inverno, comer partes do boi jamais antes comidas e saber o que afinal tem em Porto Esperidião são algumas vértebras dessa coluna.

As outras, eu conto nas próximas semanas antes de partir e depois quando chegar lá. Se sobreviver ao vôo, pois sou claustrofóbica.


...com certeza sobreviverá, pois o Pastilhas deseja toda sorte e sucesso a nossa primeira correspondente e mais nova colaboradora.

Elsa Villon é colaboradora do Pastilhas Coloridas, jornalista e fotógrafa viciada em café, cinéfila, adora Beatles e cheiro de pão saindo do forno. Twitter: @elsavillon
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