Por Bruno Módolo |
Esse mês foi lançado o Story Touch, um software para edição e análise de roteiros criado e desenvolvido no Brasil. É uma notícia que mostra como o mercado cinematográfico está se desenvolvendo, e quem tem visão e vontade de fazer bons negócios consegue aproveitar as oportunidades no Brasil, sem precisar de maracutáia.
Esse mês foi lançado o Story Touch, um software para edição e análise de roteiros criado e desenvolvido no Brasil. É uma notícia que mostra como o mercado cinematográfico está se desenvolvendo, e quem tem visão e vontade de fazer bons negócios consegue aproveitar as oportunidades no Brasil, sem precisar de maracutáia.
O setor de tecnologia tem muito a ganhar também com esse lançamento, pois é uma grande conquista. Quem não tem muito a ganhar, por incrível que parece, é o próprio cinema. Ferramentas para analisar roteiros ajudam o profissional a melhorar seu trabalho. O Story Touch, por exemplo, vai apontar o ritmo, a evolução dos personagens, identificar falhas e uma série quase que infinita de combinações para análise. Quando bem utilizada, essa inteligência artificial complementa e potencializa o talento do artista, mas nunca vai substituir a inteligência do ser humano.
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No filme A.I., essa história de substituir humanos
por robôs, não deu muito certo.... para os humanos...
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Sensibilidade não se cria artificialmente, muito menos imaginação se cria. Não dá para se enganar acreditando que uma única ferramenta de computador vai consertar erros em um clique. Se um protagonista estiver mal desenvolvido, ele nunca virará um herói mudando a posição no programa. E tem muita gente que acha que sem softwares não se escreve bons roteiros.
Para se criar bons filmes no Brasil é preciso investir na pessoa. Educação, formação de artistas, produção de conhecimento e tudo mais que estimule o intelecto e o lado humano. Estamos no caminho certo, indo bem. Que o Story Touch chegue para ajudar e não ser muleta, e que as faculdades possam ensinar de verdade. Pelo menos na arte da escrita, é impossível substituir o homem.
Bruno R. Módolo é roteirista e sócio da Garoa Fina, um estúdio dedicado ao desenvolvimento de roteiros e histórias para TV, Cinema e Publicidade. Twitter: @brunormodolo
