Entrevista: Wander Wildner

Foto: Juliana Dorneles
Nosso papo de hoje é com Wanderley Luiz Wildner. Nascido em 20 de setembro de 1959 na cidade de Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul.

Wander Wildner muito antes de começar sua carreira músical em 84, já trabalhava no meio artístico. Fez um pouco de tudo, foi iluminador, assistente de produção, ator, assistente de estúdio e produtor. Mas foi com Os Replicantes no começo dos anos 80 que ganhou projeção nacional.

Posteriormente ao Replicantes, montou outras bandas, como Sangue Sujo e Los Encarnados. Em 2005 se junta novamente aos Replicantes, reencontro esse que rende o CD "Em Teste" e uma turnê pela Europa, mas logo deixa definitivamente a banda e passa a se dedicar a carreiro solo.

Sem mais lero-lero vamos ao que interessa.

Wander...

Como era a relação de seus pais com a música? O que você ouvia em sua infância?

Meu pai ouvia muito rádio, e quando ele saia eu ficava mexendo, pois era um brinquedo para mim, um outro mundo que eu decobria movendo o dial, ouvindo música, tudo que tocava nos anos 60.

De onde vem sua influência da música “brega”? Por que escolheu esse caminho pro seu trabalho solo?

Minha influência vem dessa época que eu ouvia rádio, pois tocava música brega. Não escolhi esse caminho, música brega foi só um dos tipos de música que ouvi.

Como foi o processo de composição do seu novo disco, Caminando y Cantando? Ele começou a tomar forma após um role que você deu pela Argentina, certo?

Fiquei duas semanas em Buenos Aires e uma semana em Montevideo, dai surgiram duas músicas que depois conclui em parceria com amigos. Ai fui pra Berlin, onde fiquei dois meses, e surgiu a idéia de fazer um disco conceitual, folk, mostrando minhas influências dos anos 70.

Qual é a sua ligação com a língua castelhana? Você acha que o Brasil se isola um pouco dos demais países da América Latina por causa da língua, culturalmente eu digo?

O Brasil se isolou totalmente da America Latina, o que fez a America Latina se isolar do Brasil também. Eu ouço música Latino-Americana desde os anos 70 porque no Rio Grande do Sul, fazemos fronteira com Uruguai e Argentina e temos muita influência.

Caminando y Cantando é o seu sexto álbum de estúdio, contando com os que você gravou com os Replicantes, pode-se considerar uma discografia bem extensa. Você já parou para pensar na sua obra como um todo?

Não paro pra pensar, penso em movimento.

Você trabalhou com audiovisual tanto na área técnica (como iluminador, produtor) quanto atuando na frente das câmeras, como ator. Diga qual é sua relação com essas artes (cinema e teatro)? Trabalhar com audiovisual influencia suas composições musicais? De que forma?

Sim, porque continuo fazendo video, cinema, tv e música, tudo junto.

Você tem uma agenda legal de shows Brasil afora. Como anda a estruturas desses palcos por aí?

Sempre me aventuro de tocar em lugares novos, alguns são legais e noutros me arrependo profundamente de ter fechado o show daquele jeito, fazendo concessões e não levando técnico de som e equipamento pra suprir as faltas.

Hoje em dia o que rola nos seus fones de ouvido? Que som você tá escutando no momento?


Como vê o mercado musical brasileiro? A internet democratizou a coisa mesmo ou é tudo balela?

Não vejo. Marco meus shows onde posso e sigo em frente.

Ainda tem muito surfista calhorda por ai?

Infelizmente trabalho muito viajando e não estou conseguindo tempo pra ir a praia.

Um abraço a todos e felicidades!

(Agradecimento especial a Adriana de Barros por ter nos proporcionado essa entrevista.)


Fiquem com alguns sons que o Wander tocou no estúdio UOL...

Razão do meu viver


Dani


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