
A Garra Cinzenta é considera a primeira HQ de terror editada no Brasil e traz no personagem principal um vilão sinistrão com cara de caveira, isso tudo nos anos 30. Lançado em 1937 pelo jornal de São Paulo “A Gazeta”, tornou-se um sucesso não só no Brasil como também no exterior, tanto que chegou a ser publicada no México e na Europa.
Entre as lendas que envolvem a estória dentro dos quadrinhos – roteiros baseados em filmes americanos e desenhos inspirados no Noir –, existem muitas fora das páginas, uma delas é a identidade de seu autor, que até pouco tempo atrás acreditava-se ser de um jornalista chamado Francisco Armond, mas que na verdade se tratava do pseudônimo de Helena Ferraz de Abreu, diretora da Livraria Civilização e dos jornais Gazeta de São Paulo e Correio Universal.
A série volta a ser publicada em uma edição de luxo, integral, pela Editora Conrad por $39,90. Mais que uma HQ, “A Garra Cinzenta” tem valor de documento histórico, um retrato especial da transformação pela qual passava a cidade de São Paulo na década de 1930.
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