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Roendo o próprio osso - Bate-papo furado com a Pastor Rottweiler


Por Elsa Villon |

O texto a seguir contém vários lapsos temporais e o volume de informações pode parecer desconexo aos leitores de primeira viagem. Recomendo uma sessão de “De Volta para o Futuro” e alguns fóruns temáticos sobre o capacitador de fluxo e teoria das cordas para pleno aproveitamento.

Era maio de 2011, um frio de cortar até bochechas do Fofão e surgiu o convite para ver um ensaio da Pastor Rottweiler. Localizado em Santo André, o ponto de encontro era a residência de Fabiano Harada, baterista da banda, gestor ambiental e futuro embaixador da ONU por honoris causa. Contrariando clichês e por conta da baixa temperatura, o som rolaria na dispensa da casa e não na garagem.

Com minha Sony Alpha recém-adquirida e uma vontade inenarrável de fotografar, acompanhei a experiência sonora de perto. As primeiras fotos não fazem jus ao som, mas só se aprende a fotografar fotografando. E só se aprende a tocar bem tocando muito. E eles tocam.

Vamos à escalação: Bruno Ribeiro e Bruno Vasco (ou só Vasco) não apenas compartilham do nome, mas também do instrumento: ambos na guitarra, sendo que o primeiro também trabalha as outras cordas - as vocais. Caio Luiz segue com vocal e gaita, seguido de Fabiano Harada na bateria e o polivalente Paulo Akio no baixo - e em todo e qualquer objeto que possa produzir música. Eis a escalação da banda andreense Pastor Rottweiler.

Na época, o projeto Pastor começava a ganhar forma e elas vinham travestidas de ondas sonoras com alto potencial em decibéis. Entre frascos de desinfetante, prateleiras de ferro, baldes e outros tipos de coisa, um baixista, um guitarrista, um baterista e um vocalista se apertavam para tocar rock. Enquanto isso, do lado de fora, distante da luz amarela fornecida pela solitária lâmpada incandescente dentro da dispensa, eu subia em baldes de massa corrida sem enxergar um palmo à frente do nariz.

Só havia um espaço viável para fotografar: a fresta da janela. E foi assim que eu cliquei os então quatro rapazes (Bruno Ribeiro ainda estava em solo portenho na época) e pude ouvir o barulho feito no ensaio. Barulho sim, porém ritmado. Entre acertos, apertos e afinamentos, nascia o que viria a ser “Manhã do Caolho”, primeiro álbum do grupo. Lapso de tempo.

Fim do lapso: o ano era 2014, abril para ser mais precisa. Dessa vez na casa de Akio, o encontro tinha uma finalidade específica: entrevistá-los sobre o recém-lançado disco. Em uma das suas empreitadas sociais, Harada infelizmente estava desativando algum reator nuclear em um país da extinta União Soviética e não pôde participar da conversa. Mas foi muito representado pelos parceiros de banda.

A ideia geral: falar do nascimento da banda, das influências seguidas e de como tudo isso virou um disco - e mais, como virou uma banda. A realidade: entre shows, ensaios, turnês e experimentações, houve um intervalo de dois anos. Lapso de tempo.

Fim do lapso de tempo. O ano é 2016 e a banda já acumula dois discos, muitas participações e um fã clube oficial em Salesópolis, um dos primeiros palcos em que tocaram (fora da dispensa em Santo André, vale enfatizar). Sigamos por partes: como tudo começou.

Apresentação do segundo disco, no 74 Club, o estúdio mais assombrado do ABC

Prelúdio

O ano era 2009 e o então formado jornalista Caio ingressara no ABCD Maior. Paralelamente ao ofício de Clark Kent, pairava o desejo de criar uma banda de rock clássico, punk rock tradicional do ABC, mas com toques de blues, onde pudesse tocar gaita e fazer um som cru em essência, mas trabalhado de maneira autêntica.

Foi quando se uniu a Renan, que também trabalhava no jornal e tocava guitarra. Juntamente a Akio e Harada, iniciaram os trabalhos e nascia, assim, o embrião do cachorro musicado. Enquanto isso, Bruno Ribeiro estava em viagem, tocando tangos na Argentina desde 2008.

Toquinho disse certa vez, quando questionado sobre as parcerias com Vinícius de Morais: “Era como um casamento sem sexo”. Uma banda segue a mesma premissa (ao menos, ao que parece), e algumas funcionam, outras nem tanto. E há as que se separam (vide os Beatles). Não foi diferente quando Caio e Renan encerraram a parceria musical para que o grupo tomasse outros rumos.

Curioso e melódio, Akio tocava as seis cordas da guitarra como se fossem um baixo e, logo, passou a tocá-lo mesmo, com a chegada de Vasco à menina guitarra, antes empunhada por Renan. Foi assim que os cinco atingiram a sequência de Fibonacci das formações clássicas de conjuntos musicais.

Indo na contramão de covers e versões, o quinteto tem a premissa de tocar as coisas que vivem, com o conceito de um trovador. Nas letras, escritas pelo vocalista, há uma parábola, uma mensagem a ser transmitida.

Dentre as inspirações, estão Cream, ZZ Top, Creedence Clearwater Revival e Allman Brothers, para citar alguns. Em contrapartida, os garotos do ABC não negam as origens: Kubata, Sentimento Carpete, As Radioativas, Projetonave e Giallos (em breve por aqui de volta e outra vez). O projeto “Cão Faminto”, que reuniu seis bandas, foi uma das forças motrizes inspiradoras da banda.

No portfólio, já estavam apresentações no Café Aurora, Central, Tupinikim, em Paranapiacaba, a já citada Salesópolis e o Festival de Bandas da UFABC (Universidade Federal do ABC). Isso tudo ainda em 2014, ano de lançamento do primeiro álbum, “Manhã do Caolho”.

Manhã do Caolho

Se as músicas todas têm ar de parábola, então o disco deveria fechar uma narrativa. Foi assim que nasceu o primeiro trabalho, em 2014. Dividido em sete canções, contam a história de um homem que fica cego de paixão - literalmente.

Draco abre a narrativa, com som quase saído de uma ducha no banho - em parte pela qualidade da gravação do vocal - de um homem amargo. A gaita pontua a quase revolta com a dor do amor (amor?) não correspondido. Tudo pontuado pela guitarra que quase chora em longos solos. Bom para ouvir entre goladas de conhaque.

Xamã da Luxúria parece saída dos anos 1980 e quem ouve já imagina o quinteto com mullets, calças jeans coladas e aquelas bandas horrorosas que poderiam se extinguir da face terrestre. Parece um pouco com Steppenwolf? Parece. É gostosinha para a pós-cópula e um maço inteiro de cigarros? Sim.

A música homônima ao álbum traz um quê do brega de Cauby Peixoto com Luiz Caldas e Agnaldo Timóteo, com toques de sofisticação provenientes do órgão. Aquele ar de melancolia, um zeitgeist que todo mundo com quase 30 ou mais já passou. Novamente, boa entre goles de destilado daquele que te bodeia o resto do dia seguinte.

“Toda garrafa contém uma doença escrita no rótulo” soa meio pessimista, além de generalista e óbvio em Abstinência Zero, é verdade. Mas a verdade, mesmo a mais óbvia, precisa ser dita. No caso, tocada, com estilo bem similar a um Eric Clapton em “One More Car, One More Ridder”, para botar uns panos quentes nas críticas que abrem o parágrafo.

O fator mulher demônio se faz presente em Diana Diaba - Partes I e II, separadas por Bradoque. As gêmeas sonoras diferem e muito em forma e estilo. Na Parte I, palmas, assovios e “humhum” antes do vocal coletivo. Quase indígenas, aqueles cânticos que você imagina cantarolados por apaches em ritos sagrados ao redor da fogueira, amaldiçoando uma bruxa sem vergonha porque ela não deu trela para os seus papos.

Quem buscou aquele formato rock que ganhou fama nos anos 2000 com Strokes e Queens of the Stone Age pode pular direto para Bradoque. As frases de efeito exaltam “os tóxico”s (favor, ler tó-chicos), a combustão espontânea e coisas que a gente já ouviu por ai, talvez não dessa forma. O toque de Cláudio Cox com o discurso narrado e distorcido é a pitada de ABC faltante ao som que poderia ter sido feito em alguma garagem em Seatle.

A Parte II de Diana Diaba tem pegada forte, também com maldições à pobre mulher cujo nome é uma referência à deusa da caça, e que, aqui, ganhou chifres e conjurações, no maior estilo Sagrada Maldita que quadrinistas e músicos adoram enaltecer. Na vida real, quando aparece uma diaba assim, eles bebem. Aqui, virou a faixa de encerramento - e fez bem. Aposto uma paçoca como o refrão “Cigana Macabra/ Seu nome é Diana Diaba” vai chicletar seus miolos por uns bons dias. Missão cumprida, rapazes.

Harada cede a banqueta e as baquetas Álvaro Burns, de A hora do Cafezinho
O Pária, O Condenado e O Cachorro Molhado

Um intervalo de dois anos desde a manhã do caolhão nos leva ao segundo disco do Pastor. Musa de artistas variados, do rock e fora dele, a estrada (vide Sérgio Reis e O menino da porteira) ganha roupagem de blues, com toques cinematográficos dos filmes de faroeste.

Não se espante se, ao ouvir o disco, sua mente remeta aos bangue-bangues trilhados por Ennio Morricone , com direito a batalhas de pistolas num cenário de duelos separado por um feno rolante. O compositor italiano é também uma das homenagens nítidas em “O Pária, O Condenado e O Cachorro Molhado”.

Outras vertentes do rock também dão o tom, com ares caipiras em Kid Milho. Abrindo a sequência com gaita venenosa, é uma ode ao country rock regada a uísque do cereal que a batiza.

Com direito a coral em outras faixas, o folk e o bom e velho punk também dão o tom, principalmente na faixa Roendo o Próprio Osso. A mistura também ganha experimentações sonoras, e versões só tocadas, como Dante, caem como uma luva aos entusiastas da banda que almejam trilhar suas obras audiovisuais.

Caubói da Cidade (Interlúdio) é quase uma composição de Yann Tiersen parece ter saído de uma caixinha de músicas guardada há tempos numa gaveta, herdada da bisavó falecida.

Para encerrar, o Boogie da Caveira fecha a parábola quase quentin tarantiniana em forma de disco. O violão também trabalha forte e, conciliado com o órgão, dá aquela pegada de cowboyzão mesmo. A capa, feita pelo artista Caramurú Baumgartne, surpreende pela quantidade enérgica de cores vivas, ideia oposta ao cenário imaginário de desertos amarelados aos quais somos remetidos ao longo das nove faixas.

Na entrevista, eles destacaram que todos os integrantes trabalham em todas as músicas. A retórica se faz nítida, principalmente nesse segundo disco. Pesado, constante e preenchido, “O Pária, O Condenado e O Cachorro molhado” definitivamente tira o ar debutante de “Manhã do Caolho” em grande estilo. Disso e do termo “banda de dispensa”.

Banda altamente sinestésica - luz + teleobjetiva lenta = foto com blur

Abaixo, o pingue-pongue com a banda:

-Internet
Vou voando
Sem ter pista para pousar
(Papa Léguas - ainda não lançada)

- ABC
Estou cansado de ir para capital
(São Bernô City - ainda não lançada)


- Autonomia
Não sabe se hoje vai comer



- Inspiração
Dichavo um cigarro de puro delírio urbano




- Rock
Bradoque




- Cumplicidade
E só a sarna
É a minha companheira




- Expressão
Fiz o sinal da cruz
Só agora entendo o que é blues




- 2016
Todos vão saber
Que jamais pus o pé no freio




Ouça tudo:



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Documentário Resgates ganha exibição no Sesc Ipiranga


Com direção de Denise Szabo e produção de Elsa Villon e Felipe Ferreira, o projeto independente traça um paralelo entre a infância de juventude desses avós, que cresceram em quintais de piso de caquinhos, lajotas avermelhadas, jardins floridos e portas da sala que davam direto para a rua. Entre cartas amareladas, fotos em preto e branco e olhares de nostalgia, passado e presente constroem 50 minutos de história até os dias de hoje contadas por quem a viveu.

Tendo os bairros do Ipiranga, Sacomã e Heliópolis como cenário, o filme aborda as transformações dos últimos 60 anos na cidade de São Paulo. Realizado com apoio do Programa Vai da Prefeitura Municipal de S. Paulo, o projeto independente surgiu graças às ricas histórias das avós de Denise, moradoras do ABC Paulista, que contavam como eram as vilas de São Caetano do Sul ao se mudarem para a cidade. Migrantes e imigrantes buscaram oportunidades de emprego nas fábricas da região, com a promessa de uma vida melhor. O filme  foi adaptado aos bairros da região sul da cidade de São Paulo e expõe o resgate histórico contado por quem vivenciou todas as transformações.

Lançado em dezembro de 2014,  a obra reúne não somente cenas cotidianas contemporâneas, mas também material do acervo da Cinemateca Brasileira e outras instituições culturais de São Paulo, assim como documentos e registros dos próprios entrevistados.

Por meio de parcerias com espaços públicos e o apoio do estúdio E29, também do Heliópolis, o documentário “Resgates” promove  sua primeira exibição aberta ao público em 2016. O encontro ocorre no dia 19 (terça-feira), às 14h30, no Sesc Ipiranga, com entrada gratuita.

Para mais informações, acesse a página do documentário no Facebook.

Serviço:
Sinopse: Resgates é um documentário que conta a história dos primeiros moradores dos bairros Ipiranga, Sacomã e Heliópolis. Com histórias da infância e juventude desses avôs e avós, o documentário traça o fio narrativo entrelaçando memórias e registros históricos.
Duração: 52 min Após a exibição, os idealizadores também participam de bate-papo no local

Exibição:
Dia 19 de janeiro, às 14h30
Sesc Ipiranga Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga - São Paulo
Obs: retirar os ingressos na bilheteria com uma hora de antecedência
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As artes de Fabrício Urbaneja na exposição "Sobre Caminhos"

Auto retrato de Fabrício Urbaneja
Quando nos deparamos com peças de artes prontas, um novo artista surgindo ou mesmo uma exposição, o imaginário coletivo nos remete a alguém que nasceu capaz de criar todo aquele material. E parte disso vem do papo de que Picasso já desenhava pombas perfeitamente aos 5 anos de idade.


Pois bem, é fato que uma pequena parcela da população nasce dominando as artes e diversas técnicas de maneira nata. Mas a grande maioria está em constante aprimoramento, estudo, pesquisa e, claro, testando. É justamente esse o caso do Fabrício Urbaneja.

Natural de São Caetano do Sul, Urbaneja é formado em Filosofia pela Unicamp e estudou desenho, pintura, gravura, modelagem, encadernação e ilustração digital. Seu interesse por processos de criação e expressionismo o levaram à busca contínua por novas plataformas, suportes e diferentes materiais para desenvolver seu estilo,

Parte delas, inclusive, está aberta ao público na exposição individual Sobre Caminhos até 30 de agosto, no Conjunto Nacional. Vale dizer que a entrada é free. Abaixo, uma pequena amostra da mostra (eu sempre quis dizer isso).

Exposição Sobre Caminhos
De 17 a 30 de agosto, das 7h às 22h
Conjunto Nacional
Avenida Paulista, 2073 - Galeria com saída para Rua Augusta - São Paulo
Entrada gratuita







Elsa Villon é colaboradora do Pastilhas Coloridas, jornalista e fotógrafa viciada em café, cinéfila, adora Beatles e cheiro de pão saindo do forno. Twitter: @elsavillon
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Confira 'O Ignóbil em quadrinho' até o fim do mês em SBC


Se você é de São Bernardo do Campo e nunca ouviu falar do WC, você não é de São Bernardo do Campo.

O WC - ou Dáblio C - é mais do que um cara conhecido. Ele é uma entidade, o grão-mestre varonil, uma lenda maior que o proletário metalúrgico e sindicalista dos aqui residentes. Com seu chamado Jeito Ignóbil de ser, o WC entrou na minha vida num bar e parei para prestar atenção no que ele dizia.

Acontece que, mais do que popular, ele desenha. E desenha muito - em qualidade e quantidade. Eis que um dia alguém se deu conta do talento do malungo e decidiu dar a chance das pessoas conhecerem o tal do "Jeito Ignóbil". Política, sandice, os causos amorosos, sarcasmo, o punk carniça e a loucura: tudo isso em linhas do Dáblio C.

No meio dos fanzines desde a década de 1990, o trabalho de Wanderley Coutinho está exposto até 30 de novembro no Teatro Elis Regina, de segunda a domingo, das 8h às 17h.

Abaixo, um pingue-pongue para conferir qual é a do WC?

Pastilhas Coloridas: Quando e como surgiu o convite para a exposição?

WC: Graças ao Facebook! Comecei a publicar Umas tiras e cartuns antigos que estavam engavetados e mais umas charges inspiradas em acontecimentos recentes. Assim umas pessoas do Departamento da Cultura de São Bernardo do Campo se interessaram. Me convidaram para montar a exposição e em três meses bolamos a coisa toda. O legal é que me deixaram totalmente livre para escolher os trabalhos. Não se incomodaram com nenhum dos meus temas, que são um pouco indigestos.

PC: Os trabalhos expostos datam de quando a quando?

WC: Na mostra tem material de 2004 a 2014.

PC: Há um processo criativo com temáticas para suas ilustrações ou vai na epifania mesmo?

WC: Tanto as tiras, os cartuns como as charges surgem de várias formas. Uma cena que observo, uma conversa idiota em uma mesa de bar. Uma notícia de jornal ou minhas próprias paranoias e manias mesmo. Às vezes a ideia vem prontinha na cabe a, ai é só sentar e desenhar. Em outras, passo umas horas cozinhando aquela ideia inicial até sair alguma coisa boa dela. Às vezes funciona.

PC: Quando começou a desenhar?

WC: Me lembro de desenhar desde muito pequeno. Nas paredes, no papel de pão, nos livros da escola... Como eu desenhava melhor do que as outras crianças, chegaram a pensar que eu era mais inteligente. Quando viram minhas péssimas notas na escola, pensaram "Ops! Alarme falso! Ele só é meio esquisito mesmo!".

PC: Sua arte é despretensiosa ou há intenção por trás de cada traço?

WC: Sempre existe alguma pretensão. Contar algo que eu acho engraçado, incomodar, me posicionar diante de alguma situação que eu odeio. Ou simplesmente mostrar um pouco do absurdo da existência mesmo. Umas charges retratando as presepadas da nossa eficiente polícia, que por sinal, estão na exposição e irritaram algumas pessoas. E devo confessar, me deixou bastante satisfeito!

PC: Onde encontrar mais do seu trabalho?

WC: Como fiquei muito tempo sem fazer histórias em quadrinhos por conta da falta de espaços pra publicar, comecei aos poucos a produzir mais e usar das novas ferramentas possíveis. Graças a isso, novos projetos andam surgindo. Uma charge semanal no site Subpraxis, um álbum impresso e coisas assim. Por enquanto, podem ver outros gatafunhos meus na página do Estúdio Gongolo no Facebook!

Confira alguns dos trabalhos de WC...







Serviço
Onde: Teatro Elis Regina - Avenida João Firmino, 900 - São Bernardo do Campo - SP.
Quando: Até o dia 30 de novembro de segunda a domingo das 8 às 17 horas.
Quanto: Entrada gratuita
Link do evento: http://goo.gl/oEMxHq

Elsa Villon é colaboradora do Pastilhas Coloridas, jornalista e fotógrafa viciada em café, cinéfila, adora Beatles e cheiro de pão saindo do forno. Twitter: @elsavillon
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1º Gourmet Food Truck em Santo André



Organizado por Williams (Gugu) e Renata Martins, casados e sócios proprietários do nosso velho conhecido Tupinikim Pizza Bar Lounge, essa primeira edição irá contar com uma o bazar “Venda de Garagem”. O objetivo é misturar em um só lugar moda, beleza, arte, decoração sustentável, gastronomia e muita música da boa em parceria de Djs e bandas.

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Black Mari - Feira de venda e troca de arte em SBC


Por Elsa Villon | Agenda |

Mariana Fakih é uma são bernardense de 23 anos. Estudante de animação no Centro de Audiovisual de São Bernardo do Campo, a moça também é uma artista plástica e promove sua primeira feira, "Black Mari", voltada à venda e trocas. O evento acontece nessa sexta, 13 de dezembro.

Seu estilo é demarcado por pinceladas fortes, olhos profundos e cores vivas. Fakih "conversa com as tintas" e acredita que a mescla entre expressionismo/impressionismo são presentes em suas obras.

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Nano Galeria apresenta exposição de arte urbana em São Bernardo

Daniel Melim e Fábio A. desenvolveram parceria inédita e ganham exposição exclusiva em espaço coletivo e inovador do ABC paulista...

No dia 20 de abril a Nano Galeria recebe a abertura da exposição Colisão, que conta com trabalhos de dois artistas do ABC paulista: Daniel Melim e Fábio A. Com curadoria do artista plástico Flávio Grão a exposição traz a fusão de trabalhos e técnicas desses dois artistas, que se conhece de longa data da cena underground.

A ideia inicial partiu da vontade de ambos de fazer obras coletivas, Daniel Melim reconhecido internacionalmente por seus trabalhos em estêncil e Daniel A. que desenvolve técnicas de colagem desenvolveram obras inéditas, e depois trocaram os trabalhos, para que o outro interferisse com sua técnica. O resultado possibilitou uma nova prática artística para cada um deles, que desenvolveram um método de trabalho no qual as técnicas já utilizadas foram incorporadas a novas em ousadas experimentações.

Durante alguns meses os artistas trocaram seus trabalhos e, através de intervenções e interferências, cada artista a seu modo interpretava, somava e criava algo único e contundente para cada uma das obras. A feitura dos trabalhos possibilitou aos artistas extrapolar suas zonas de conforto, tanto nas técnicas e práticas artísticas empregadas, quanto nos questionamentos em relação à autoria das obras produzidas.

O resultado desta colisão de dois mundos únicos e distintos são 51 trabalhos em papel A4, 2 telas e uma serigrafia, em que de modo surpreendente se revelam mais as afinidades do que as diferenças entre os artistas. Fica evidente uma visão de mundo comum onde prevalece uma leitura critica dos rumos da sociedade globalizada e neoliberal.

Como marca registrada a Nano Galeria coloca a venda todas as obras desta exposição. Os valores vão de R$400,00 à R$6.000,00.

Sobre os Artistas

Daniel Melim

Daniel Melim figura entre os principais nomes da arte urbana do Brasil. Produzindo seus trabalhos com a técnica do Stencil (graffiti feito através de máscaras vazadas) sua arte atinge a todos públicos possíveis: do despercebido transeunte do centro da cidade, passando pelo esquecido cidadão dos subúrbios da grande São Paulo, pelo mendigo que habita as fábricas abandonadas e pelos frequentadores de espaços como galerias e museus do mundo.

Aproveitando-se das texturas irregulares dos muros como suporte e utilizando imagens que remetem aos clichês, signos de propaganda e pop arte, suas cores fortes e marcantes são essencialmente democráticas tanto por estarem presentes nos mais diversos espaços sociais, tanto pelo caráter critico e politico que carregam.

Além de artista, Melim é articulador cultural e social, toca projetos como o do Jardim Limpão na periferia de São Bernardo do Campo e o zine Subsolo – Ruas do ABC, que resgata e narra a história da arte de rua da região onde vive.

É um dos artistas da pioneira galeria Choque Cultural e seus trabalhos já foram expostos em museus como o MASP e Pinacoteca do Estado de São Paulo e a Bienal de Valência na Espanha.

Fábio A.

O inquieto artista Fábio A. é um daqueles seres cuja busca pela expressão criativa torna-se inerente à sua própria existência. Talvez isso justifique a quantidade, qualidade e variedade da produção artística desse paulistano criado no ABC Paulista.

Começou sua produção no final dos anos 80 em zines onde conheceu a colagem como recurso artístico e também de diagramação. Sob o acabamento primoroso de suas colagens esconde se uma tensão constante que reflete as tensões contidas do homem na sociedade contemporânea e que às vezes se rompem ou explodem em forma de conflitos, revolta, caos e violência. O eterno embate entre civilização e barbárie.

Já ilustrou com suas colagens capas de cd, cartazes e faz trabalhos de para publicações nacionais e do exterior. Publica também a revista digital Número Único, com collagistas do mundo todo e que está indo para sua quinta edição.

#nano – galeria de bolso

A #nano abriu suas portas em junho de 2012 com o objetivo de oferecer arte autêntica e original a um preço possível e de fomentar a produção de jovens artistas.

Com estrutura enxuta (funciona em um espaço de economia criativa anexo ao Cabelo Café e o Estúdio de fotos Liquid Studio), uma receita para valores acessíveis, a galeria está situada em uma rua tranqüila em frente à Pinacoteca de São Bernardo do Campo e ao lado da lendária Cidade das Crianças e Estúdio Vera Cruz.

A criação da galeria se deu pela percepção de alguns amigos de que não há no ABC paulista um espaço para divulgação e venda de artes dos jovens artistas que vivem e trabalham na região. Além disso, perceberam que muitas vezes, ao tentar decorar suas casas ou colecionar arte, muitos compradores gastam dinheiro comprando gato por lebre, quando, por exemplo, adquirem reproduções de artistas famosos sem licenciamento em papéis de má qualidade, ou ainda quando compram quadros que na verdade são reproduções ou cópias pintadas a partir de modelos.

Os artistas que expõem na #nano têm uma produção consolidada e transitam nos universos da arte urbana, flertam com as linguagens e movimentos musicais e seus trabalhos estão nas ruas, galerias e museus do mundo. Por pouco investimento o comprador poderá levar um pouco deste universo para sua casa.

Serviço
Exposição – VERSUS I – COLISÃO – MELIM x FÁBIO A.
Abertura: sábado, 20 de abril de 2013 – das 15:00 às 19:30 horas
Visitação: de 20 de abril à 20 de julho de 2013. Terça à sábado – das 11 às 18 horas.
Rua Kara 74 – São Bernardo do Campo – SP – Tel 4367 2874

Colaboração de Ana Mesquita, jornalista freelancer amante de cinema. Twitter: @anamesquitafoto
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Segundo single da Cão Faminto

Foto divulgação: Marcello Vitorino
Na contagem regressiva lá vai mais um single da coletânea Cão Faminto, desta vez uma inédita de MarcoPablo & Os Bons Companheiros. "Sujo" é a faixa que trouxe de volta MarcoPablo ao estúdio com seu trabalho solo depois do álbum "Reações Adversas" de 2005.

O lançamento do vinil (colorido/capa e encarte duplo) está previsto para o dia 20 de dezembro, mas a pré-venda foi ativada pelo email caofamintovinyl@hotmail.com.

Ouça alto!

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Os primeiros latidos...

Ilustração de Danilo Oliveira
“DNN” é o primeiro single da coletânea Cão Faminto disponibilizado para audição.  A faixa inédita do Otis Trio foi gravada com as participações especialíssimas de André Calixto no sax, Amilcar Rodrigues no trompete e flugel horn, Richard Fermino no clarone e contra-clarone e Beto Montag no vibrafone, além é claro, dos intrépidos Flavio Lazzarin na bateria, Luiz Galvão na guitarra (autor da pérola) e João Ciriaco no baixo acústico.

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O dia dos Giallos

Por Claudio Cox

Amanhã faremos o grande show da nossa breve caminhada de pouco mais de um ano, tocaremos na Choperia do Sesc Pompéia. Pra quem não sabe, eu sou um dos integrantes dos Giallos, completam o trio Luiz Galvão e Flávio Lazarin. 

Quem é do rolê sabe da importância daquele palco na história cultural de São Paulo e do Brasil, portanto nem vou tentar explicar o significado disso tudo pra banda porque tenho certeza que não vou conseguir.

Essa apresentação faz parte da Mostra Sesc de Artes 2012, que segundo definição do próprio Sesc: “É um caminho de acesso a esses equipamentos de inclusão participativa ao mundo contemporâneo das artes”. Ficamos com duas datas, a primeira foi no dia 21/07 (sábado passado) no teatro do Sesc Santo Amaro e a outra será no dia 27/07 (vulgo amanhã!) na já citada Choperia do Pompéia. Fomos “enquadrados” no segmento Literatura da Mostra (chique, né?!) por conta de uma das nossas características principais: a Spoken Word.

A Spoken Word ou “Palavra Falada” (em tradução literal) é uma forma de arte literária onde um texto é falado em cima de uma base musical. Mais ou menos isso! Dizem que veio lá do começo do Blues e eu acredito, porque pra mim tudo veio do Blues, baby!

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Necromancia se apresenta no SESC Santo André

Nos anos 80 a cena  Metal do grande ABC estava a todo vapor. Surgiram bandas como MX, Blasphemer e Cova, que chegaram a  participar da coletânea "Headthrashers Live", de 1987. Um destes grupos, que também fez parte desta antológica coletânea e está na ativa até hoje é o Necromancia.

Formado por Marcelo d'Castro (guitarra e vocal), Roberto Fornero (baixo) e Kiko d'Castro (bateria), sua trajetória tem reflexos da história da região que, na década de 80, viveu uma revolução sindical.

Com a influência de bandas como Venom, Voivod, Slayer, Metallica e Dark Angel, o Necromancia criou uma identidade própria, carregando em sua história, não só a influência do Thrash metal, como o cenário político e histórico.

Seu novo álbum, "Back from the Dead", foi lançado em 2011. Pra quem gosta de paulada é diversão garantida.



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Projetonave e a Música para todo Mundo!

Akilez Ghireli (Projetonave)                                                                                                                    foto: MC Marechal 
O Projetonave foi selecionado para o Festival “Música para todo Mundo”. Trinta bandas independentes estão disponíveis para votação e duas serão premiadas com a gravação de um CD inédito. 

Engajados na produção do terceiro álbum da carreira, essa “mãozinha” chegaria em hora mais que certa. Se você gosta da banda e estiver numas de colaborar, não custa nada, clique no link abaixo, depois clique na foto do Projetonave e dê um “curtir” ao lado do vote agora. Feito!

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Lurdez da Luz se apresenta no SESC Santo André

Foto: Luciana Faria
A vocalista de hip hop, após 10 anos de estrada com o grupo Mamelo Sound System, lançou seu primeiro disco solo em 2010, de forma independente, produzido por DvBz e Marcelo Cabral, produtores e instrumentistas, em parceria com beat makers brasileiros de peso como DJ Mako, DJ PG e Rump

Junto ao Mamelo Sound System ganhou experiência em 3 discos lançados e em inúmeros shows – alguns deles abrindo para nomes de destaque no hip hop mundial como Jurassic Five, De La Soul, Mos Def, Pharoahe Monch, entre outros – realizados inclusive em alguns países europeus. Registrando sua marca, também participou do projeto 3 na Massa, concebido por integrantes da Nação Zumbi, Instituto e Maquinado (projeto de Lucio Maia -Nação Zumbi, Almaz).

Lurdez da Luz apresentará seu repertório no teatro do SESC Santo André. Pra quem quiser conferir o som antes é só baixar o play aqui.

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Fome de Som?!

Por Claudio Cox

É muito bom ver a rapaziada aqui da “quebrada” dando os seus pulos. Músicos geograficamente situados em uma mesma região, mas fazendo música para o mundo. Misturando-se artisticamente e colocando na mesa os mais variados pratos. Frios ou quentes tem pra todo gosto e só vai passar fome quem não tiver coragem de abrir a despensa.

Fugindo de todos os estereótipos musicais que nos enfiam goela abaixo todos os dias e das ondinhas hypadas, o músico Luiz Galvão – guitarrista de vários projetos entre eles “Otis Trio” e “Giallos” – é um dos colaboradores do Circuito de Improvisação Livre, com músicos do ABC e da capital e com agenda mensal na Matilha Cultural (Centro-SP), Serralheria (Lapa-SP), Cidadão do Mundo (Centro-SCS) entre outros. “A improvisação livre não é free jazz, escapa de qualquer amarra lógica e não tem a pulsação do jazz como referência”, adianta Galvão convidando as pessoas para a experiência sonora que acontece hoje no Cidadão.

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40º Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto

Fotos: Elson Rocha/PSA
Já está tudo pronto para a grande noite das artes plásticas em Santo André. Amanhã (12/04), às 19h, será aberto o 40ª Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto. A mostra poderá ser conferida no Salão de Exposições do Paço Municipal até 2 de junho.

A exposição deste ano é composta por 90 obras de 47 artistas, sendo que dez produções foram contempladas com prêmios-aquisição no total de R$ 28 mil e um prêmio-estímulo de R$ 2 mil.

O Salão recebeu inscrições de todo o Brasil, totalizando 223 artistas nas categorias pintura, desenho, gravura, escultura, objeto, instalação, interferência, site specific e fotografia. A escolha ficou a cargo dos três membros da comissão de seleção: Maria dos Anjos, Éder Chiodetto e Elvira Vernaschi.

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9º Festival do Cambuci de Paranapiacaba começa sábado

Foto: Edmilson Magalhães / PSA
O público que for a Paranapiacaba durante o 9º Festival do Cambuci, a partir deste sábado (14), poderá conferir os pratos vencedores do concurso gastronômico do evento. O resultado dos melhores quitutes salgados, doces e bebidas elaborados com cambuci escolhidos por um júri entre as 18 receitas inscritas, foi divulgado na festa de abertura do festival, realizada no final de março. A programação do festival prossegue no domingo, 15, e nos fins de semana de 21, 22, 28 e 29, sempre a partir das 10 horas.

O prato vencedor na categoria salgados foi a Costela despontada com recheio de cambuci, de Luzinete Machado Freitas. Em segundo lugar ficou a Parmegiana de cambuci, de Veronice Nazario e o terceiro, a Panqueca de cambuci, de Felipe da Silva Nazário. Entre os doces, o primeiro classificado foi a Torta divina de cambuci, de Zélia Maria Paralego. E o segundo e terceiro lugares foram para o Semifredo de cambuci, de Rosemar Paula Silva e a Surpresinha de cambuci, de Marineide Alcântara da Silva.

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Cinemé apresenta: A Locadora do Tarantino (Proibida para Menores)

Por Claudio Cox

Quentin Tarantino é o cineasta da minha geração. Definitivamente! Quem acha que não, é da gangue dos “Leitinho com Pêra”. Pergunte a qualquer um que viveu intensamente os anos 90 no quesito rock and roll. Quando o cara apareceu com Pulp Fiction o Mar Vermelho se abriu.

Reza a lenda que o figura era um rato de locadora, até chegou a trabalhar em uma por um tempo, e daí tirou todo o seu conhecimento em filmes de categoria “duvidosa”, que são a essência do seu estilo cinematográfico.

Para celebrar os 49 anos do nosso herói, recém completados no ultimo dia 27 de março, o Cinemé põe na tela alguns dos filmes mais importantes que passaram pelo seu intrépido vídeo cassete.

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Escondam os ossos!!! Lançamento oficial do projeto Cão Faminto

Por Claudio Cox

O projeto Cão Faminto (já falei sobre isso por aqui) saiu da cabeça do fotográfo Marcello Vitorino e consiste na produção de uma coletânea em vinil com as bandas Projeto Nave, Krias de Kafka, Giallos, Bufalo e MarcoPablo e os Bons Companheiros, mais dois documentários: um da produção da coletânea em si e outro envolvendo toda a produção musical independente do ABC Paulista.

Além do mentor, Marcello, que assina com Tiago Queiroz e Renato Suzuki a direção dos documentários e com Carol Vitorino os registros fotográficos, Danilo Oliveira (BASE V) tomará conta de todas as ilustrações (flyer , poster, camiseta, etc)  que envolvem o projeto, MarcoPablo e Akilez (Projeto Nave) serão os caras na produção musical e eu na executiva e assistência geral.

arte de Danilo Oliveira

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A Quebrada vai pro SESC

Por Gláucia Adriani e Rafael Cab 

Em constante evolução, a produção cultural na periferia colhe novos frutos a cada dia. Os saraus se multiplicam e a poesia ganha espaço num cotidiano antes marcado pelo distanciamento educacional, falta de acesso e exclusão social.

Em busca de transformação o projeto Sarau na Quebrada, desenvolvido pelo Ponto de Cultura Mistura e Gingada, acontece mensalmente em diferentes bares da periferia da cidade de Santo André, através de um grupo de poetas da região que apresentam trabalhos já consolidados, estimulando assim a participação popular.

integrantes do Mistura & Gingada

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Tulipa Ruiz e Banda se apresentam em São Bernardo

A cantora e compositora que é a maior revelação feminina do cenário musical de São Paulo apresenta um show único, com canções de seu primeiro e único CD “Efêmera”, de 2010, um trabalho com muita MPB e influências de diversos ritmos nacionais.

Ela já recebeu elogios de grandes críticos e produtores como Nelson Motta e já dividiu o palco com Zélia Duncan e Marcelo Jeneci.

A apresentação acontece dia 25/03, domingo. Uma ótima pedida para encerrar bem o fim de semana.

Serviço:
Música no Parque - Tulipa Ruiz e Banda
Onde: Parque Municipal Eng. Salvador Arena - Av. Caminho do Mar, 2.980, Rudge Ramos, SBC - 11 4368 1246
Quando: 25/03, domingo às 17h
Quanto: Entrada gratuita
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